terça-feira, 17 de maio de 2022

Caminho do Imperador está proibido para ciclismo por ser área de preservação



No dia 1º de maio, ciclistas de Petrópolis (RJ) se surpreenderam com a notícia de que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estava fazendo uma ação no Caminho do Imperador e aplicando multa com a justificativa de aquela é uma unidade de conservação ambiental e que o acesso é proibido. O blog Foto e Bike foi atrás de informações e preparou esse conteúdo com informações importantes sobre o que aconteceu ali e o que os apaixonados por ciclismo podem fazer.

Por que o ICMBio proibiu ciclismo e outros esportes no Caminho do Imperador?


A ação do ICMBio foi na área da Reserva Biológica do Tinguá (Rebio do Tinguá) e ocorreu integralmente no município de Petrópolis. O fato pegou muitos ciclistas de surpresa, pois o Caminho do Imperador é muito utilizado para treinos, passeios e cicloturismo, além de fazer parte da Caminhos de Nossa Senhora - rota cicloturística que sai do Rio de Janeiro e vai até o Santuário Nacional de Aparecida.

Segundo informações publicadas pela Rebio em suas redes sociais, o objetivo "era coibir a prática ilícita de MotoCross no interior da Reserva Biológica do Tinguá na localidade conhecida como trilha do facãozinho", cuja área está inteira dentro da zona de proteção. Na ocasião, eles recolheram algumas motos e aplicaram multas que chegaram aos 10 mil reais, como mostra um vídeo publicado pelo De Bike na Montanha.

Para entender melhor o que foi essa ação e os motivos que levaram o ICMBio a proibir a prática do ciclismo, cicloturismo e outras atividades esportivas no Caminho do Imperador, o blog Foto e Bike conversou com o educador ambiental e historiador, Anderson Maverick, que há 25 anos atua na defesa do meio ambiente, sobretudo nas áreas de conservação.

Tipos de unidades de conservação próximas do ciclista


O ciclista praticante de mountain bike e cicloturismo sempre está em contato próximo com a natureza e esse ambiente, por vezes, está incluído em normas de proteção. As unidades de conservação ambientais são dividias em dois tipos: proteção integral ou uso sustentável. De acordo com Anderson Maverick, o ponto comum é que em ambos "o homem tem de cuidar para preservar aquilo que existe do bioma", no caso específico do Caminho do Imperador, a mata atlântica.

"Essas unidades de conservação são uma estratégia da sociedade civil e também do governo para a manutenção dos ecossistemas ligados à biodiversidade da mata atlântica e outros biomas que existem no Brasil, como caatinga e floresta amazônica, por exemplo", explicou.

Ciclista durante Brasil Enduro Series em Petrópolis
Próxima da natureza, ciclista participa do BES 2017 no Caxambu, Petrópolis - Foto: Davi Corrêa
Dentre os dois tipos de unidade de conservação ambiental, as de proteção integral possuem um regramento mais rígido. Nessas áreas as práticas de atividades físicas e esportivas, como é o caso do ciclismo mountain bike e ciclotursmo, não são permitidas. Quem desrespeita a norma está sujeito a multas, conforme previsto em lei, e ainda pode responder por crime contra o meio ambiente. 

No caso dos ciclistas, o valor da multa por desrespeitar a proibição de acesso ao Caminho do Imperador pode variar de R$ 1.010,00 até R$ 1.500,00, de acordo com informações obtidas pelo blog Foto e Bike junto à APA Petrópolis.

Caminho do Imperador está em unidade de conservação


Uma breve história do Caminho do Imperador pode ser vista no site da prefeitura de Paty do Alferes, mas, em resumo, o trecho levou anos para ser concluído e foi finalizado pelo engenheiro Otto Reimarus, em 1838. Anverson Maverick conta que "esse caminho era uma antiga ligação que ficava entre a região serrana do estado do Rio de Janeiro, onde a cidade polo era Petrópolis, e o interior do estado pelo vale do rio Paraíba do Sul. Na década de 1970, começou a se ter uma ideia de proteger esse vasto território onde a mata atlântica ainda é muito bem preservada".

Mata atlântica no Caminho do Imperador - Foto: Davi Corrêa
Mata atlântica no Caminho do Imperador - Foto: Davi Corrêa
Ao blog, Maverick ressaltou que é bom praticar MTB ou ciclcoturismo em um local antigo e dentro de uma floresta, mas lembrou que "todo o Caminho do Imperador está inserido em um pedaço de terra protegido que chamamos de unidade de conservação". 

"Essa unidade de conservação é integral, então ela possui regramentos mais rígidos para acesso. Por regra, através do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), as unidades de proteção integral precisam de uma autorização do gestor, que nesse caso específico, é o ICMBio", contou.

Questionada sobre a possibilidade de entrada no Caminho do Imperador mediante autorização para cicloturismo ou outra prática ciclística, a APA Petrópolis informou que as chances são remotas. A resposta vai de encontro à explicação de Maverick ao relatar que as unidades de conservação integral são bastante restritivas e "têm o regramento que chamamos de plano de manejo, onde o acesso é completamente proibido". A exceção à regra se dá por meio de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal de Petrópolis que libera o acesso apenas aos moradores do Vale das Princesas.

Ação do ICMBio não é punição aos ciclistas


Anderson Maverick fez questão de reforçar que as ações do ICMBio não são uma punição aos ciclistas que frequentam o Caminho do Imperador e nem às pessoas que praticam esportes que não agridem o local, pois todos têm noção dos benefícios que essas práticas para a saúde e para o meio ambiente em geral. A questão fica grave quando o cenário muda e começa a haver perturbações.

"Todas as atividades que não agridem o meio ambiente seriam realmente benéficas até para a questão de educação ambiental e ampliação dos agentes de proteção por todo o território. No entanto, o que tem acontecido é que nem todas as pessoas pensam dessa forma. Tem gente que vai para lá para jogar carro, fazer retirada e movimentação de terra para fazer construções, retirar árvores, caçar animais", disse Maverick.

No ano de 2021, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) publicaram o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (período 2019-2020) onde identificaram que restavam apenas 12,4% de vegetação nativa acima de três hectares desse bioma no país. O mapeamento do relatório técnico abrangeu o território dos 17 estados definidos no Mapa da Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica.

"Tento sensibilizar as pessoas para que não cometam irregularidades dentro de suas áreas de proteção ambiental. O ciclista é sempre bem-vindo em tudo, até no turismo", diz Anderson Maverick. O historiador e educador ambiental com frequência utiliza suas redes sociais para conscientizar sobre a importância da preservação. 

"Ali é um lugar excelente para a gente fazer atividade física, mas, pela regra, não pode porque é uma unidade de conservação integral", pontuou.

Como o ciclista pode fazer sem o Caminho do Imperador?


Durante a conversa com o blog Foto e Bike, o educador ambiental, Anderson Maverick, deu três alternativas para quem quiser ir de Petrópolis até o Vale das Princesas por um caminho semelhante.

"A sugestão é fazer um caminho que não pegue esse acesso por dentro da floresta. Existe um percurso que sai do ponto final do Rocio que desce e sai no Vale das Princesas: seria uma alternativa".

A segunda opção "é pedir autorização à unidade de conservação e eles vão analisar o pedido. A terceira possibilidade seria não fazer uma ação que bata de frente com o que a unidade de conservação rege, porque aí pode ter algum tipo de problema", concluiu.

Fotos: Davi Corrêa / Foto e Bike
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segunda-feira, 16 de maio de 2022

Michelin traz novidades para pneus Jet Access Line e Force Access Line



O mês de maio marca o inicio da comercialização dos novos pneus da Michelin: Jet Access Line. Outra novidade anunciada pela Michelin é a nova medida com que os pneus Force Access Line que agora terão 2.35 polegadas, o que significa mais aderência. Confira abaixo mais informações sobre esses componentes das bikes.

Pneus Michelin Jet Access Line


De acordo com a Michelin, os pneus Jet Access Line são direcionados aos ciclistas amadores e apaixonados por mountain bike. São voltados para o cotidiano e têm uma condução ágil, rápida e precisa em todos os terrenos de MTB, especialmente os acidentados.

Esse lançamento do Michelin Jet Access Line conta com maior proteção contra furos e é ideal para quem busca aceleração e impulso e inspirado nas tecnologias de competição. De acordo com o fabricante, ele conta com 3 Layers Overlap Structure, três camadas sobrepostas para conferir maior segurança e proteção contra perfurações e suportar grande sobrecarga; Cotton Shield, lona exclusiva que promove total aderência e ajuste do pneu ao aro para maior segurança, força e robustez; Threads per Inch (TPI), maior volume de cabos e filamentos dentro de uma polegada, o que significa que quanto mais TPI, maior leveza e resistência a furos ou cortes.



Os pneus Michelin Jet Access Line estão disponíveis no mercado na dimensão 29x2,25 polegadas.

Nova medida do Michelin Force Access Line

 
Também chega ao mercado, a partir deste mês, a nova medida do pneu de bicicleta MTB Michelin Force Access Line: 29x2.35 polegadas. O produto é ideal para ciclistas iniciantes e entusiastas da prática de Mountain Bike e oferece maior proteção contra furos, durabilidade e aderência em terrenos acidentados e mistos.
 
Inspirado nos pneus de alta performance da marca, os cravos laterais do Michelin Force Access Line garantem maior agilidade e estabilidade em curvas, os cravos centrais são mais alongados e direcionais e os cravos intermediários são mais espaços e em grande quantidade.
 


A nova dimensão apresenta tecnologias de competição. 3 Layers Overlap Structure, três camadas sobrepostas para conferir maior segurança e proteção contra perfurações e suportar grande sobrecarga; Cotton Shield, lona exclusiva que promove total aderência e ajuste do pneu ao aro para maior segurança, força e robustez; Threads per Inch (TPI), maior volume de cabos e filamentos dentro de uma polegada, o que significa que quanto mais TPI, maior leveza e resistência a furos ou cortes.
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Equipe de Mathieu van der Poel anuncia mudança de nome



A UCI ProTeam Alpecin-Fenix, equipe de ciclismo estrada de Mathieu van der Poel, passará a se chamar Alpecin-Deceuninck a partir de 1º de julho de 2022. Com a mudança, a Deceuninick volta a ter o papel de naming partner de uma equipe de ciclismo desde que encerrou a parceria com a QuickStep em 2021.

A Deceuninck já era copatrocinadora da Alpecin desde o início de 2022. Agora, ao assumir o naming partner, e com a confirmação da permanência da Canyon como fornecedora de bicicletas, a nova parceria se estenderá até o final de 2025. 

"A Deceuninck juntou-se a uma equipe jovem, dinâmica e ambiciosa no início de 2022. Agora é o momento ideal para assumir novamente o papel de naming partner. A partir de 2023, esse passo acontecerá também no time feminino", disse o CEO da Deceuninck, Bruno Humblet.

Além da atualização da Deceuninck, a Fenix também continuará sendo uma parceira proeminente da Alpecin-Deceuninck e assumirá, o que aumentará o orçamento do time para 2023. "Queremos – e precisamos – nos profissionalizar ainda mais e precisamos ampliar a base do nosso sucesso", afirma a nota da equipe divulgada à imprensa.

"É com grande satisfação que podemos dar este passo com os nossos atuais parceiros. Este novo cenário foi criado em consulta aberta, com base em um objetivo comum: repetir nossos sucessos esportivos dos últimos anos e fortalecer a equipe para alcançar novos objetivos", destaca a nota.

Para o CEO da Broadview Holding (Fenix), Matthijs Schoten, os últimos anos como patrocinadores da Alpecin foram bons tanto para a Fenix quanto para a equipe de ciclismo, que conquistou resultados importantes no World Tour.

A equipe mostrou um forte desenvolvimento neste período, e estamos orgulhosos de vê-la dando um passo em direção ao World Tour, a principal liga do ciclismo de estrada. É por isso que temos o prazer de abrir espaço para um novo patrocinador-chave para apoiar este desenvolvimento. No entanto, permaneceremos ativamente envolvidos para continuar a apoiar esta equipe de sucesso em sua jornada para uma posição de liderança no pelotão", concluiu Schoten.

Foto: Divulgação / Alpecin-Fenix
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Tom Pidcock e Rebecca McConnell conquistam vitória na Copa do Mundo de MTB em Nove Mesto



O XCO da terceira etapa da Copa do Mundo de MTB aconteceu neste domingo (15 de maio), em Nove Mesto, e viu Rebecca McConnell vencer na elite feminina, assegurando a permanência da camisa de líder. Na elite masculina, Tom Pidcock tirou a oportunidade de Vlad Dascalu conseguir a primeira vitória.

Rebecca McConnell está tendo uma excelente temporada, acima do que ela esperava. Em 2022, conquistou sua primeira vitória em Copa do Mundo de MTB, em Petrópolis. Desde então, segue líder da classificação geral feminina.

"Nove Mesto é sempre muito bom para mim, sempre consigo ter um bom desempenho aqui", disse Rebecca McConnell e ainda completou afirmando estar "vivendo o sonho". A ciclista da equipe Primaflor esteve presente no pódio do XCC, tendo fechado na segunda posição atrás apenas de Jolanda Neff.

Na sequência do resultado do XCO feminino da Copa do Mundo de MTB em Nove Mesto, ficaram Loana Lecomte em segundo seguida por Jenny Rissveds, em terceiro. Jolanda Neff e Caroline Bohé fecharam o top 5.

Emoção do início ao fim no XCO masculino da Copa do Mundo de MTB


A disputa masculina do XCO da Copa do Mundo de MTB em Nove Mesto teve Tom Pidcock com vencedor. O atual campeão olímpico destacou que foi uma corrida dura e ainda destacou a disputa do Vlad Dascalu nos momentos finais da última volta.

"Foi uma corrida difícil! Eu sabia que Vlad teria uma última volta super rápida. Tive problemas com a minha bike, mas sabia que se conseguisse manter a diferença para o Vlad, poderia pegá-lo contra o vento", disse Pidcock.

Essa foi a segunda vitória de Tom Pidcock na temporada da Copa do Mundo de MTB deste ano. Das três etapas, ele só não participou da disputa em Petrópolis.

Ainda em busca de sua primeira vitória na Copa do Mundo, Vlad Dascalu terminou o XCO de Nove Mesmo na segunda posição. O campeão mundial Nino Schurter ficou na terceira colocação depois de uma intensa corrida de recuperação, após ter sido prejudicado por um furo de pneu na quinta volta. Anton Cooper e Alan Hatherly fecharam o top 5.

Entre os brasileiros, Henrique Avancini fechou na décima quarta posição. Ulan Galinski foi 70º colocado e Edson Rezende concluiu na 99º colocação. Luiz Henrique Cocuzzi sofre uma queda e abandou aos cinco minutos de prova.

Top 10 feminino do XCO em Nové Mesto


1- Rebecca McConnell 1:21:17
2- Loana Lecomte + 40
3- Jenny Rissveds + 1:17
4- Jolanda Neff + 2:22
5- Caroline Bohé + 2:22
6- Mona Mitterwallner + 2:25
7- Laura Stigger + 3:11
8- Alessandra Keller + 3:12
9- Anne Terpstra + 3:52
10- Sina Frei + 4:01

Top 10 masculino do XCO em Nové Mesto


1- Tom Pidcock 1:21:19
2- Vlad Dascalu + 01
3- Nino Schurter + 30
4- Anton Cooper + 33
5- Alan Hatherly + 33
06- Mathias Flückiger + 34
7- Titouan Carod + 1:01
8- Andri Frischknecht + 1:04
9- Luca Schwarzbauer + 1:17
10- Vital Albin + 1:41

Foto: Bartek Wolinski / Red Bull Content Pool
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sexta-feira, 13 de maio de 2022

Copa do Mundo de MTB 2022: Jolanda Neff e Luca Schwarzbauer vencem XCC em Nové Mesto

Luca Schwarzbauer conquista primeira vitória na Copa do Mundo de MTB


Em provas marcadas por muita velocidade, Jolanda Neff e Luca Schwarzbauer foram os vencedores do XCC da etapa da Copa do Mundo de MTB 2022 em Nové Mesto, República Tcheca. A prova que aconteceu nesta sexta-feira (13) marcou a estreia do novo traçado da pista e também a primeira vitória do ciclista alemão em uma etapa da Copa do Mundo.
 
Diferente de 2021, o XCC de Nové Mesto desse ano teve pista seca e favoreceu os atletas no quesito velocidade. Tanto a disputa masculina quanto a feminina da Copa do Mundo de MTB foram marcadas por muita troca de posições e tiveram finais apertados.

A prova feminina foi decidida em um sprint envolvendo sete ciclistas e a atual campeã olímpica, Jolanda Neff, saiu vencedora. A suíça começou surgir na ponta do pelotão na penúltima volta e, nos metros finais, aumentou o ritmo sendo seguida de perto Rebecca McConell, Jenny Rissveds, Sina Frei e Loana Lecomte. Todas finalizaram praticamente com o mesmo tempo.

Jolanda Neff, Rebecca McConnell e Jenny Rissveds são top 3 em Nové Mesto


Comemorando o resultado, Jolanda Neff declarou que "não poderia ter corrido melhor". "Honestamente, na última subida eu ficava pensando que alguém ia passar por mim, mas cheguei ao topo e ainda estava na frente, então pensei: 'ok, vou correr acelerar agora'", disse.

Primeira vitória de Schwarzbauer na Copa do Mundo de MTB


Já a disputa masculina do XCC da Copa do Mundo de MTB em Nové Mesto também foi repleta de velocidade, com destaque para o vento contrário que fez com que o pelotão ficasse unido quase até o fim da prova. O grande vencedor foi Luca Schwarzbauer, que conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo. O alemão forçou o ritmo na subida da última volta e bateu Tom Pidcock no sprint.

"Estou completamente sem fôlego - por causa do sprint, mas também porque não posso acreditar que acabei de ganhar uma Copa do Mundo. Estou feliz por estar neste novo time e por poder dar algo em troca", declarou Schwarzbauer.


Tom Pidcock fechou o XCC da Copa do Mundo de MTB na segunda posição, mesmo resultado que alcançou em 2021. Filippo Colombo fechou o top 3 masculino em Nové Mesto.

Henrique Avancini teve problemas com a transmissão ou com o clipe do pedal logo na largada, perdendo várias posições. O brasileiro conseguiu se recuperar, chegou a liderar por alguns momentos e fechou a prova na 10ª posição, melhorando seu resultado em relação ano passado.

No domingo (15), os ciclistas voltam à cena para a disputa do XCO da Copa do Mundo de MTB, em Nové Mesto. A transmissão da prova feminina será às 6h e da masculina às 10h pela Red Bull TV.

Top 10 do XCC da Copa do Mundo de MTB em Nové Mesto


Confira a seguir o resultado top 10 das disputas feminina e masculina do XCC na Copa do Mundo de MTB em Nové Mesto, na República Tcheca.

Top 10 feminino do XCC em Nové Mesto


1- Jolanda Neff 21:01
2- Rebecca McConnell + 01
3- Jenny Rissveds + 01
4- Sina Frei + 01
5- Loana Lecomte + 01
6- Alessandra Keller + 02
7- Linda Indergand + 03
8- Anne Terpstra + 07
9- Gwendalyn Gibson + 10
10- Janika Loiv + 10

Top 10 masculino do XCC em Nové Mesto


1- Luca Schwarzbauer 22:40
2- Tom Pidcock + 02
3- Filippo Colombo + 02
4- Vlad Dascalu + 02
5- Christopher Blevins + 03
6- Jose Gerardo Ulloa + 03
7- Sebastian Fini Carstensen + 03
8- Samuel Gaze + 03
9- Nino Schurter + 04
10- Henrique Avancini + 04

Fotos: Facebook de UCI Mountain Bike
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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Sapatilha Giro Chamber II chega ao Brasil

Sapatilha Giro Chamber II chega ao Brasil


Após a conclusão da etapa de abertura da Copa do Mundo de Mountain Bike, em Petrópolis (RJ), a Isapa anuncia  a chegada das sapatilhas Giro Chamber II, uma das sapatilhas mais inovadoras do mercado de ciclismo. Elas se destacam tanto pelo visual quanto pelos recursos e tecnologias que impactam diretamente na experiência do biker.

A sapatilha de ciclismo Giro Chamber II traz todo legado de um modelo vencedor da Enduro World Series e da Copa do Mundo da UCI e chega com a proposta de contribuir com a evolução do MTB no Brasil.


“A sapatilha Chamber II é o que há de melhor para os amantes da gravidade e, não por menos, é usada por grandes atletas, como o multicampeão de downhill Aaron Gwin. Com a evolução do MTB no Brasil, e mountain bikers se encantando cada vez mais com trilhas mais técnicas e saltos, a chegada da Chamber II vem para suprir uma demanda crescente por equipamentos deste tipo”, comenta Marcel Balog, gerente de produtos da Isapa.

Detalhes da sapatilha Giro Chamber II


A Giro Chamber II traz o que há de melhor para quem está em busca de performance, conforto e, claro, muito estilo. Não à toa, é a sapatilha usada pelos principais atletas de donwhill e enduro, e ciclistas que buscam diversão e uma dose de adrenalina.

Detalhes da Sapatilha Giro Chamber II


Com um desenho que segue a linha e lembra o formato de um tênis urbano, a Giro investiu em um solado altamente durável em borracha Vibram Megagrip, que garante uma aderência acima da média. Além disso, a entressola também passou por atualizações: com uma construção Tri-Mold, ela otimiza a rigidez e flexibilidade para cada zona do pé.

A grande novidade e diferencial está exatamente aí, no solado plano e no posicionamento do canal do taquinho, 10mm para trás se comparado com as sapatilhas tradicionais. Esta posição ajuda a reduzir a fadiga, ajustando, ainda, a pegada para os trechos e terrenos técnicos. Tudo isso promove uma incrível eficiência de pedalada, juntamente a uma melhor conexão com os pedais.

Outros detalhes da chamada linha high-end da Giro ainda são capazes de incrementar a experiência e o conforto na prática do mountain bike. Pois, seja em um terreno seco, de cascalho, no calor intenso ou em plena chuva, a Giro Chamber II é a solução ideal. Com apenas 510 gramas, ela foi confeccionada em tecido de microfibra, é resistente à água e bastante respirável.

Os reforços de borracha nos dedos e no calcanhar oferecem durabilidade e proteção contra impactos em pedras e outros detritos da trilha, e o design com cadarço, com uma tira de velcro na parte superior, trava os calçados firmemente no lugar.

Disponível nos tamanhos de 39 a 43, a sapatilha Giro Chamber II já está disponível nas melhores bike shops do país. Seu preço sugerido de venda é a partir de R$ 1.099,00.

Fotos: Divulgação
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terça-feira, 12 de abril de 2022

Aliança Bike convida UCI a manter etapa brasileira da Copa do Mundo de MTB

Elite feminina no XCC da Copa do Mundo de MTB em Petrópolis


A Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) lançou um convite aberto à União Ciclística Internacional (UCI) em nome de toda a comunidade ciclística brasileira para que haja a manutenção de uma etapa Copa do Mundo de Mountain Bike no Brasil por muitos anos.

No texto, a Aliança Bike destaca que a realização da Copa do Mundo de MTB em Petrópolis (RJ), entre os dias 7 a 10 de abril "foi a consagração do amor de brasileiras e brasileiros pelo mountain bike: desde o mercado de bicicletas que se fez amplamente presente, até os milhares de amantes do nosso esporte que celebraram com cada atleta, de todas as categorias e nacionalidades".


A Copa do Mundo de MTB em Petrópolis reunião mais 20 mil espectadores e foi marcada pela boa organização e qualidade técnica da pista, conjunto elogiado por vários atletas que competiram no São José Bike Club.

"Somos um país continental com 220 milhões de habitantes, maior audiência da Copa do Mundo nas transmissões, terra natal de um dos maiores atletas da modalidade em atividade e com uma cultura crescente de praticantes do MTB. A etapa brasileira da Copa do Mundo, portanto, tem tudo para se tornar a grande celebração do mountain bike no Brasil e na América do Sul", continua o convite da Aliança Bike.

Idealizador da pista onde aconteceu o evento, Henrique Avancini relatou que nunca viveu algo parecido com essa edição brasileira da Copa do Mundo de MTB. "Já competi com os melhores do mundo na casa deles, e aqui foi diferente", comentou o ciclista de Petrópolis que também foi elogiado por Nino Schurter pelo trabalho em prol do esporte.

"Comprovamos que somos capazes de realizar a etapa mais vibrante de todas e, abrir mão disso, será uma perda imensa para o ciclismo mundial", concluí o convite.

Foto: Davi Corrêa
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"Esse é o ápice da minha carreira", diz Henrique Avancini

Henrique Avancini durante Copa do Mundo de MTB em Petrópolis


Dois dias após o fim da Copa do Mundo de Mountain Bike em Petrópolis, Henrique Avancini publicou um mensagem em suas redes sociais e compartilhou com os fãs o que vivenciou durante o fim de semana marcante para os apaixonados por MTB. "Até aqui, esse é o ápice da minha carreira", garantiu o biker brasileiro.

Ao cruzar a linha de chegada no domingo (10), Henrique Avancini estava na 13º posição e muito emocionado. O brasileiro chorava demais enquanto o público presente gritava seu nome em retribuição por sua dedicação ao esporte. No Instagram, Avancini disse que sonhava com o momento de fazer a bicicleta marcar a vida das pessoas.

"A bicicleta mudou o rumo da minha vida. Sonhei com um momento que pudesse gerar isso nas pessoas. Marcar os corações e criar novas percepções", disse Avancini. "É a primeira vez na minha carreira e vida que me preparo tanto pra algo (isso fiz várias vezes), não tenho uma boa performance (isso aconteceu algumas vezes) e não me sinto frustrado ou decepcionado (isso nunca aconteceu)", acrescentou o atleta da Cannondale Factory Racing.


Dias antes do início da Copa do Mundo de MTB em Petrópolis, Henrique Avancini já havia declarado em vídeo publicado pela Shimano que essa seria "provavelmente a única corrida em que já me sinto vencedor antes da primeira pedalada".

No Instagram, Avancini também garantiu que nunca viveu algo parecido com essa edição brasileira da Copa do Mundo de MTB. "Já competi com os melhores do mundo na casa deles, e aqui foi diferente", comentou o Henrique. O brasileiro ainda recordou de algumas conquistas ao longo de sua carreira como o título de campeão mundial de mountain bike maratona (XCM), em 2018, vitórias na Copa do Mundo e ter alcançado o primeiro lugar no ranking da UCI.

Natural de Petrópolis, cidade que sediou a abertura do XCC e XCO da Copa do Mundo de MTB nesse ano, Henrique Avancini disse que seus conterrâneos receberam "muito bem gente do mundo inteiro" e ainda destacou que seus maiores rivais agradeceram "pelo esforço em criar uma pista tão incrível".

Em entrevista concedida após o fim da disputa do XCO, o vencedor da prova, Nino Schurter destacou o crescimento da cultura do MTB no Brasil e falou sobre o trabalho feito por pelo brasileiro. "Agradeço também ao Avancini, por ter feito um trabalho tão bacana pelo esporte, aqui na América do Sul, principalmente no Brasil. É legal ver como o esporte tem sido desenvolvido pelas ações dele em seu país natal", disse Nino.


Henrique Avancini disputou o Short Track (XCC) e terminou na 4ª colocação. No fim da prova, o brasileiro foi até a mesa que fica após a 'Janela do Céu' e saudou o público presente no São José Bike Club. A segunda competição de Avancini aconteceu no domingo (10) quando correu no Cross Country Olímpico (XCO) e foi o brasileiro com o melhor resultado, chegando em 13º.

"Até aqui, esse é o ápice da minha carreira. Mas entendam que o esporte não precisa de mim pra ser grande e valorizado. Precisa de nós", disse Avancini. "Acreditem na força e potencial individual que cada um tem dentro de si. Estamos sempre muito mais próximos da grandeza do que imaginamos. Que esse momento não seja o fim, mas seja apenas o começo de algo muito maior. Obrigado Deus por me fazer brasileiro", concluiu.


Foto: Davi Corrêa
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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Léandre Bouchard é o ciclista que levou tombo assustador na Copa do Mundo de MTB em Petrópolis

Léandre Bouchard é o ciclista que levou um tombo grave na Copa do Mundo de MTB


O ciclista canadense Léandre Bouchard passou por um grande susto durante o treino que aconteceu antes do Short Track (XCC) da Copa do Mundo de Mountain Bike em Petrópolis, no dia 8. O ciclista levou um tombo impressionante, saiu desacordado e deixou o público preocupado.

O acidente aconteceu no final da última descida do circuito no São José Bike Park, cerca de 150 metros antes da linha de chegada. Em um vídeo publicado pelo Instagram Fala, Biker! é Henrique Avancini e um companheiro da Cannondale Factory Racing passando e, em seguida, surge Léandre Bouchard já caindo.


Naquela descida os ciclistas atingiam cerca de 50 km/h. Com a queda, Léandre ficou desacordado e precisou ser retirado pela equipe de socorro presente na Copa do Mundo de MTB.

No dia seguinte ao ocorrido, Léandre Bouchard comentou que em seu Instagram que "apesar da velocidade superior a 50 Km/h, perda de consciência e grande impacto no meio das costas e ombros, não tenho nada quebrado. Na semana anterior à Copa do Mundo, o ciclista canadense já havia competido na pista participando do XCC e do XCO da Copa Internacional de Mountain Bike (CIMTB), onde conseguiu o 5º e 7º lugar nas respectivas disputas.

Veja abaixo o vídeo do Fala, Biker! sobre o tombo de Léandre Bouchard na Copa do Mundo de MTB em Petrópolis.


Foto: Davi Corrêa
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Nino Schurter vence em Petrópolis e conquista sua 33ª vitória em Copa do Mundo de MTB

Nino Schurter vence Copa do Mundo de MTB em Petrópolis


O público presente no São José Bike Club, em Petrópolis (RJ), viu Nino Schurter comemorar muito ao fazer história mais uma vez no mountain bike. O suíço conquistou sua 33ª vitória em etapas da Copa do Mundo de MTB e está empatado em número de vitórias com o francês Julien Absalon. Maxime Marotte e Vlad Dascalu completaram o top 3.

A disputa elite masculina no Cross Country Olímpico (XCO) se manteve equilibrada até os últimos metros quando Nino Schurter deu um sprint e cruzou a linha de chegada na frente de Maxime Marotte. A prova foi finalizada em 1h26min52 e decidida no photo finish. Vlad Dascalu chegou em terceiro, apenas três segundos atrás. O pódio ainda contou com o dinamarquês Sebastian Fini, em quarto, e Filippo Colombo, da Suíça, em quinto.


Sete vezes campeão geral da Copa do Mundo de MTB e nove vezes campeão mundial, Nino sempre figurou entre os líderes da disputa. Aos 35 anos, mostrou a ótima forma com uma incrível reta final de prova. Muito ovacionado pelo público brasileiro, Nino Schurter vibrou bastante com o resultado e se emocionou durante as entrevistas após a prova.

"Foi muito legal vencer aqui. Os fãs brasileiros são insanos pelo mountain bike e eu os amo. Só tenho que agradecer pelo apoio que me deram", agradeceu Nino. "Durante a prova eu pensei se decidiria nas subidas da última volta. Quando passamos na reta oposta a chegada, eu tentei acelerar, mas percebi que Marotte e Dascalu estavam na minha rota. Então, eu sabia que na última subida seria tudo ou nada. Dei meu melhor, o Marotte me passou e eu sabia que ainda faltavam muitos metros para a linha de chegada”, disse. 

“Foi nos últimos metros mesmo. Vencer corridas como essa, em que você tem que batalhar até o metro final, é legal demais. Foi uma das vitórias mais saborosas e vou guardar para sempre”, declarou Nino.

Com o retorno do público às provas da Copa do Mundo de MTB, o suíço ressaltou os mais de 20 mil presentes que agitaram o São José Bike Club, no Vale do Cuiabá, neste domingo.

"Foram dois anos sem presença maciça de público e eu estava sentido falta disso. Vir para o Brasil, com tantos fãs, foi legal demais de ver. Eu realmente amo os brasileiros. Eles são loucos pelo esporte e vivem por isso. Só posso dizer obrigado aos torcedores. Estou muito agradecido pelas pessoas que fizeram a festa do lado de fora da pista”, comentou o vencedor. 


Nino Schurter também destacou o crescimento da cultura do MTB no Brasil. O suíço falou sobre o trabalho feito pelo Henrique Avancini e parabenizou as ações do brasileiro em favor do esporte.

“Agradeço também ao Avancini, por ter feito um trabalho tão bacana pelo esporte, aqui na América do Sul, principalmente no Brasil. É legal ver como o esporte tem sido desenvolvido pelas ações dele em seu país natal”, destacou.

Destaques também para Marotte e Dascalu, que abriram mais de 50 segundos de vantagem para o quarto colocado, o dinamarquês Sebastian Fini. O desempenho do trio foi, inclusive, um dos pontos ressaltados pelo francês.

“Foi uma boa corrida. Acredito que nós três, Nino, Vlad e eu, fomos os protagonistas do começo ao fim. Lutamos pela vitória desde o início. Chegamos juntos na subida final, tentei ficar na frente deles, mas perdi no sprint. Honestamente, estou desapontado, porque sigo em busca da minha primeira vitória em etapas da Copa do Mundo. Faz parte do jogo, o Nino foi mais forte do que eu e é assim que é”, lamentou o francês.

Avancini vai às lágrimas no fim do XCO


Melhor brasileiro na prova, o petropolitano Henrique Avancini cruzou, em lágrimas, a linha de chegada em 13º lugar – chegou a completar em segundo na segunda volta. Ele foi ovacionado pelo público, que gritava “Avança, Avança” a todo momento. Avancini, que não conseguia conter a emoção, agradecia a todo momento à torcida que entoava gritos de apoio. O petropolitano ainda foi cumprimentado por outros atletas em reconhecimento por seu grande esforço em ter trazido esta etapa da Copa do Mundo para o Brasil. Emocionado, Avancini falou sobre o momento vivido.

Avancini emocionado ao fim da Copa do Mundo em Petrópolis


“Foi o momento mais especial, intenso e marcante da minha carreira. Eu gostaria muito de ter entregado um resultado muito melhor do que entreguei nas duas provas. Para mim, o dia de hoje mostra o significado de uma vida dedicada ao esporte. O carinho e o apoio intenso que recebi das pessoas, é algo inexplicável. É a prova de que valeu a pena dedicar a vida a isso. Faria tudo de novo, as mesmas renúncias e as mesmas escolhas. Porque esse fim de semana foi especial para mim e para o esporte que eu amo tanto.”

O Brasil também foi representado por Luiz Henrique Cocuzzi (31º), Ulan Galinski (38º), Kennedi Sampaio De Oliveira (51º), Nicolas Machado (53º), Guilherme Muller (54º), Bruno Martins Lemes (56º) e Wolfgang Soares Olsen (60º).

Top 10 – Elite masculina XCO


1- Nino Schurter (SUI) – 1:26:52
2- Maxime Marotte (FRA) – 1:26:52
3- Vlad Dascalu (ROU) – 1:26:55
4- Sebastian Fini (DEN) – 1:27:47
5- Filippo Colombo (SUI) – 1:27:48
6- Pierre De Froidmont (BEL) – 1:27:59
7- Luca Braidot (ITA) – 1:28:32
8- Thomas Litscher (SUI) – 1:28:33
9- Alan Hatherly (RSA) - 1:28:42
10- Ondrej Cink (CZE) - 1:28:49

Fotos: Davi Corrêa e Ney Evangelista
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domingo, 10 de abril de 2022

Em Petrópolis, Rebecca McConnell conquista sua primeira vitória em Copa do Mundo de MTB

Rebecca McConnell vence Copa do Mundo de MTB em Petrópolis


O último dia de competições da Copa do Mundo de Mountain Bike começou a com a prova da elite feminina no Cross Country Olímpico (XCO), no domingo (10). O público presente no São José Bike Club, em Itaipava – Petrópolis (RJ) viu uma disputa intensa que terminou com a primeira vitória da australiana Rebecca McConnell em uma etapa de Copa do Mundo. A neerlandesa Anne Terpstra ficou em segundo e a francesa Loana Lecomte fechou o top 3.

O início da prova teve a francesa Loana Lecomte ditando o ritmo do pelotão da frente. Lecomte, que liderou metade da disputa escapada, conseguiu abrir vantagem de 14 segundos para Rebecca McConnell, até então segunda colocada, nas duas primeiras voltas. A alternância de posições entre as cinco primeiras colocadas ditava a competição, que levantava o público a cada volta completada.


Rebecca, na quarta volta, assumia a liderança, que ainda teve Anne Terpstra ocupando o posto. A indefinição sobre o resultado final e quem seria a grande vencedora agitava ainda mais o público, que na última volta, vibrava a cada passagem das atletas. Com um final de prova forte, a australiana, que se mantinha no pelotão de frente durante toda a disputa, cruzou a linha de chegada na liderança, e foi para os braços da galera.

“Vencer aqui diante deste público, provavelmente o maior que já vi em uma etapa de Copa do Mundo, é muito especial e incrível. O momento em que cruzei a linha de chegada, eu jamais esquecerei na minha vida. Fui conservadora no início. Me preocupei com a temperatura e com a hidratação o tempo todo. Geralmente não sou a ciclista que dita o ritmo na frente do pelotão, então procurei observar as adversárias e como elas se comportavam. Aproveitei a oportunidade que tive na volta final e conquistei a vitória”, analisou McConnell.

Anne Terpstra, que terminou na segunda colocação, falou sobre a pista e o quão ela exige dos atletas. “O percurso foi muito difícil, principalmente fisicamente. Essa é a realidade do mountain bike, mas eu amei correr aqui. Eu acho essa pista muito boa para a Copa do Mundo, e foi muito bom estar aqui. Consegui um grande resultado e estou muito satisfeita”, completou.

Melhor brasileira do XCO da Copa do Mundo em Petrópolis


A melhor brasileira nesta etapa da Copa do Mundo de Mountain Bike na elite feminina foi a goiana Raiza Goulão, que terminou na 31ª colocação. Raiza, que fez uma prova de recuperação, falou sobre as dificuldades enfrentadas na prova, e a energia do público presente no São José Bike Club.

Raíza Goulão durante Copa do Mundo de MTB em Petrópolis


“Pode não ter sido o resultado mais expressivo da minha carreira, mas foi, de longe, o mais expressivo para o meu coração. Rolou uma queda na minha frente, e por isso larguei na última posição e consegui me recuperar. Minha meta era o Top 20. Sabia da minha realidade, e estava muito próxima disso, mas furei o pneu na última volta", disse Raiza.

"Tive que colocar um pouquinho de força no pedal, e consegui recuperar algumas posições. Me senti muito bem durante a prova, acho que estava no páreo para ficar entre as 20. De qualquer forma, só tenho a agradecer à torcida, à organização da Copa do Mundo. Essa energia da galera que vai me levar em frente na temporada 2022. Eu estou voltando”, completou.


O Brasil também foi representado por Letícia Jaqueline (40º), Hercília Najara (42º), Luma Diniz (45º), Aline Simões (46º), Paula Regina Novais (48º), Isabella Lacerda (51º).

Top 10 - Elite feminina XCO


1- Rebecca McConnell (AUS) - 1:29:41
2- Anne Terpstra (NED) - 1:29:58
3- Loana Lecomte (FRA) - 1:30:19
4- Laura Stigger (AUT) - 1:31:25
5- Mona Mitterwallner (AUT) - 1:31:34
6- Caroline Bohé (DEN) - 1:32:15
7- Linda Indergand (SUI) - 1:33:20
8- Alessandra Keller (SUI) - 1:33:57
9- Kate Courtney (USA) - 1:34:01
10- Anne Tauber (NED) - 1:34:06

Fotos: Davi Corrêa
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