sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Campagnolo Corsa: sistema que revolucionou os câmbios no ciclismo de estrada

Gino Bartali trocando de marcha com o Câmbio Corsa


Outro dia publicamos nas redes sociais do blog Foto e Bike um vídeo pequeno de uma pessoa mostrando a troca de marchas em um câmbio antigo de bicicleta. Após a publicação, alguns seguidores enviaram mensagens perguntando sobre aquele câmbio. Então, vamos falar um pouquinho sobre aquele Campagnolo Corsa.

Uma coisa que não pode faltar nas bicicletas é um bom câmbio, e a Campagnolo tem tradição na criação desse componente. Porém a última coisa que se pergunta é de onde veio a ideia para criar esse dispositivo tão indispensável à maioria das disciplinas do ciclismo.

A necessidade é a mãe da invenção, diz o ditado. E parece que foi seguindo essa expressão que o italiano Tullio Campagnolo se inspirou para criar o Corsa, o sistema que revolucionou os câmbios no ciclismo de estrada. No século XX, a maioria das trocas de marchas eram feitas retirando a roda traseira da bicicleta e invertendo a posição, pois em cada lado da roda havia um pinhão: um pesado e outro leve.

Sistema de quick-release patenteado por Campagnolo


Dizem que certa vez Tullio Campagnolo não conseguiu retirar a roda da bicicleta numa situação de temperatura muito baixa, com neve e com as mãos congelando de frio. Motivado por isso, em 1930 ele projetou o primeiro sistema de quick-release para bicicletas, cujo exemplar está na foto acima.

Dez anos mais tarde, em 1940, Campagnolo inventou um mecanismo que utilizava o sistema de quick-release para fazer a troca de marchas sem precisar descer da bicicleta e retirar a roda. Nascia aí o Câmbio Corsa da Campagnolo, a revolução no sistema de câmbios no ciclismo de estrada.



A foto acima mostra ciclista italiano Gino Bartali, compatriota de Tullio Campagnolo, trocando de marcha com o Câmbio Corsa em um trecho de montanha íngreme durante a corrida que venceu no Tour de France de 1948.



O sistema era simples: uma haste final de metal girava uma peça e esta empurrava a corrente para o pinhão superior ou inferior. O detalhe é que para a troca acontecer o ciclista tinha que pedalar para trás.

É legal de vez em quando a gente parar para saber um pouco sobre as histórias que envolvem o esporte que admiramos. E olha que tem muita história sobre ciclismo. Aqui no blog Foto e Bike já falamos sobre Alfred Letourneur e seu grande feito com a histórica bicicleta Schwinn Paramount Red Devil. Em breve traremos nova histórias. Aguarde!
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