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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ex-ciclista entra em programa da NASA que levará primeira mulher à Lua

Christina Birch entra em programa da NASA e pode ser primeira mulher enviada à Lua - Foto: Divulgação / UCI


Após ter sido ciclista de pista, ciclocross e gravel, a norte americana Christina Birch foi selecionada para compor a classe de candidatos a astronautas da geração Artemis da Nasa e pode ser a primeira mulher a ir à Lua.

Christina Birch (35 anos) teve uma carreira bem-sucedida no ciclismo. Conquistou onze campeonatos nacionais e ouro em dois Jogos Pan-Americanos.

Além do vitorioso currículo no ciclismo, a Birch conta um currículo acadêmico que inclui licenciatura em matemática, bioquímica e biofísica molecular. Ela também tem doutorado em engenharia biológica pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Conforme divulgado no comunicado à imprensa emitido pela NASA, os candidatos a astronauta se apresentam em janeiro de 2022 para dar início a dois anos de treinamento em cinco categorias principais, que são: "operação e manutenção dos sistemas complexos da Estação Espacial Internacional, treinamento para caminhadas espaciais, desenvolvimento de habilidades robóticas complexas, operação segura de um jato de treinamento T-38 e habilidades no idioma russo".

Se aprovados após a conclusão do treinamento "eles podem ser atribuídos a missões que envolvem a realização de pesquisas a bordo da estação espacial, lançamentos do solo americano em espaçonaves construídas por empresas comerciais, bem como missões espaciais para destinos como a Lua na espaçonave Orion e foguete Space Launch System da NASA", diz o comunicado.

Foto de destaque: Divulgação / UCI
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Férias e pré-temporada: como aproveitar para construir melhor desempenho?

Fazer uma boa pré-temporada para construir melhor desempenho - Foto: Divulgação


Entre os apaixonados pelo esporte, uma das expressões mais ouvidas entre o final de um ano e início do outro é pré-temporada. No mundo do ciclismo não é diferente. Porém, o que os amantes do esporte nem sempre associam é que a pré-temporada não é privilégio de atletas ou equipes profissionais. Na verdade, aproveitar bem o período de férias pode ser o diferencial para ganho de performance.

Nessa publicação você irá conferir recomendações importantes do diretor da Taka Fisioterapia Especializada, Ricardo Takahashi, sobre a pré-temporada. Essas orientações podem ser utilizadas em conjunto com as dicas para voltar a pedalar depois das festas do fim de ano, já publicadas aqui no blog Foto e Bike.

Nas férias, se manter ativo

Se manter ativo nas férias evita sofrimento no retorno ao esporte. Afinal, como todo mundo sabe é muito mais fácil ficar em forma do que voltar à forma.

É importante encontrar uma maneira agradável de treinar nas férias. Não é só o corpo que precisa relaxar. A cabeça também! Atividades mais leves a prazerosas ajudam na manutenção do condicionamento físico e ainda evitam lesões.

Uma dica importante. Só inicie a pré-temporada após um período de descanso físico e mental. São aqueles poucos dias de puro “relax” mesmo. Isso é importante porque, sem a recuperação adequada, podem haver ramificações negativas ao longo do ano de treinos e competições.

Descanso ativo

Você sabe o que é descanso ativo? É o equilíbrio entre a recuperação e a manutenção da forma física. Pode ser praticado participando de uma atividade diferente e divertida. De preferência, algo que inclua diferentes grupos musculares e uma nova maneira de pensar.

Por exemplo, se a maioria dos exercícios que está habituado envolve força pesada e treinamento com pesos, tente exercícios relacionados ao cárdio no período de férias. E vice-versa.

Uma dica para encontrar um descanso ativo ideal é procurar exercícios que sejam o mais próximo possível do oposto em relação ao esporte sazonal. Outro ponto importante é mantê-los mais leves do que os praticados na temporada.

Aeróbio e anaeróbio

O desenvolvimento da saúde aeróbica e anaeróbica durante o período de férias não só promove a recuperação, mas também dá aos esportistas uma vantagem competitiva a longo prazo. Perto do final do jogo, por exemplo, quando outras equipes estão cansadas e esgotadas, aqueles com sistemas saudáveis e desenvolvidos poderão continuar.

É importante notar que o processo de desenvolvimento realizado nas férias não deve ser tão extremo ou intenso quanto a prática sazonal. Nesse período de descanso ativo, o exercício e o treinamento devem ser realizados com volume mais baixos.

Os esportistas que desejam manter a forma devem diminuir a frequência e a duração do treinamento, mas se concentrar em manter a intensidade. A falta de intensidade do exercício resultará em perda de aptidão, portanto, o período de férias é um momento importante para encurtar a duração, mas manter o esforço competitivo.

Força

O período de férias é quando se pode melhorar a força e trabalhar para que esse desenvolvimento ocorra por igual. Não importa a modalidade, os esportistas colocam pressões desiguais em partes do corpo. Esses desequilíbrios podem ser perigosos se não forem controlados. Portanto, corrigi-los pode melhorar a saúde, o desempenho e prevenir lesões.

Após lidar com os desequilíbrios musculares, os esportistas podem se concentrar em aumentar a força. Aprimorar conjuntos de músculos específicos de forma isolada e com outros grupos ajuda os atletas a alcançar os resultados desejados.

Quase acabando

Perto do final do período de férias, as pessoas devem começar a redirecionar seu foco de volta para exercícios específicos ao seu esporte, mantendo a mesma intensidade, mas a duração e a quantidade ainda diminuídas.

A pré-temporada, seja ela curta ou não, é essencial para uma boa prática de atividade física ao longo do ano que se inicia.

Pensando nisso, a equipe do Centro Taka Fisioterapia Especializada, liderado por Ricardo Takahashi, que atua como fisioterapeuta esportivo há mais de 20 anos, preparou um programa direcionado para esses praticantes. Mais informações podem ser obtidas no site da instituição.

Foto: Divulgação
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Mathieu van der Poel passa por cirurgia no joelho e segue afastado das competições

Mathieu van der Poel passa por cirurgia no joelho - Foto: Bartek Wolinski_Red Bull Content Pool


Mathieu van der Poel passou por uma pequena cirurgia no joelho no sábado, 8 de janeiro, no hospital AZ Herentals, na Bélgica. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da equipe Alpecin-Phenix.

"Esta operação não tem relação com a lesão nas costas da qual van der Poel está se recuperando", diz o comunicado da Alpecin-Phenix, equipe da qual Mathieu van der Poel faz parte.

Em um acidente anterior, um rasgo havia aparecido na cápsula da rótula. Como resultado desse rasgo, formou-se um tecido cicatricial no qual um fio endurecido esfregou contra o osso. A cirurgia a qual Van der Poel foi submetido teve o objetivo de corrigir isso.

De acordo com informações dadas pela assessoria de imprensa da equipe Alecin-Phenix, Mathieu van der Poel não estava sentindo dores no joelho por conta disso, mas como o ciclista está afastado dos treinos com a bicicleta para se recuperar de uma lesão nas costas, identificaram que era o momento certo para realizar o procedimento no joelho do atleta.

A cirurgia a qual Mathieu van der Poel foi submetido foi considerada um sucesso pelo médico cirurgião ortopedista Dr. Toon Claes.

Mathieu van der Poel está afastado do ciclismo por conta de outra lesão


No início de 2022, Mathieu van der Poel e a Alpecin-Phenix informaram que o ciclista ia precisar se afastar da bicicleta para se recuperar de uma lesão nas costas que atormenta o atleta desde uma queda nas Olimpíadas de Tóquio.

"Não posso falar muito sobre isso, é o que é. Por causa dessa dor nas costas, não tenho conseguido atingir o nível desejado desde o Tour. Eu só quero que isso fique no passado", declarou Mathieu van der Poel.

Por conta dessa afastamento, van der Poel não poderá defender o título de campeão mundial de ciclocross nesse ano, o que deixou o ciclista frustrado.

Mathieu van der Poel reconheceu que é preciso manter um período de recuperação mais longo e sem interrupções para auxiliar no processo e declarou que "seria tolice interromper este período novamente e ainda tentar chegar ao Campeonato Mundial".

Foto: Bartek Wolinski / Red Bull Content Pool
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Dicas para voltar a pedalar depois das festas do fim de ano

Dicas para andar de bicicleta após festas de fim de ano - Foto: Sean Berry / Red Bull Content Pool


"Ano novo, vida nova" é o que diz a popular frase de virada de ano. Mas como fazer para recuperar a forma e voltar a andar de bicicleta depois de parar a rotina de pedais e treinos para curtir as festas de fim de ano?

Esse é o primeiro desafio para os ciclistas no início de cada ano. A galera sempre relaxa um pouco mais nessas festividades e é normal. Porém, para voltar à forma é preciso ter calma e paciência. Então, para te dar um auxílio listamos 5 pontos que podem de ajudar a recuperar a forma antes de encarar os treinos e competições do ano.

5 dicas para voltar a pedalar depois do fim de ano


1. Retorne aos seus hábitos alimentares saudáveis 


Refaça sua rotina alimentar para que ela se adeque às suas necessidades no ciclismo. Se você cometeu algum excesso nas festas de fim de ano, não se preocupe, pois dá para se recuperar. Você pode ir começando com uma dieta rica em frutas, vegetais e proteínas, por exemplo.

Além disso, pense nas suas refeições diárias e, claro, planeje a sua alimentação nos dias de treino: você vai queimar mais, vai exigir mais, então terá que planejar melhor. 

Seu corpo é inteligente e rapidamente voltará aos hábitos anteriores.

2. Elabore um plano de treinamento progressivo


Você está retornando aos pedais então não espere uma recuperação excessivamente rápida. No ciclismo é assim: você vai ganhando forma (ou recuperando a forma) de maneira devagar e progressiva, mas pode perder muito em uma semana ruim.

É possível retomar a forma rápido? Sim, desde que você não submeta seu corpo a um esforço para o qual estaria pronto antes do Natal. Lembre-se: você quebrou sua preparação por uma semana (tem gente que parou por um mês). Não dá para fazer mágica! Tenha calma e mantenha o foco.

Algumas recomendações importantes do diretor da Taka Fisioterapia Especializada, Ricardo Takahashi, sobre a pré-temporada também podem te ajudar aqui. Então, não deixe de conferir a publicação que conta como aproveitar o período de férias e pré-temporada para construir melhor desempenho. Isso vai ajudar e muito, tanto profissionais quanto amadores.

3. Faça pedaladas leves


Depois de uma pausa na rotina de pedaladas e treinos é importante retornar aos poucos, com foi dito anteriormente. Nos seus primeiros 3 ou 4 pedais, faça giros leves, com calma e sem pressa.

É como se recuperar de uma lesão: não tente colocar o carro na frente dos bois! Gire com calma e acumule quilometragens nas pernas. Aos poucos você vai queimando os excessos e recuperando tanto a forma física quando a atitude mental.

4. Não se pressione e nem se cobre muito


Qualquer plano de treinamento tem muito a ver com expectativas: se você se colocar em um patamar muito alto, a pressão te impedirá de aproveitar e realmente ganhar forma. Por outro lado, se você não estabelecer um objetivo, não terá evolução.

Portanto, tente ser realista,  consistente, evite baixar a guarda e também tome cuidado para não exagerar se esforçando demais. Plataformas de monitoramento de atividades como o Strava, por exemplo, podem ajudar no seu progresso.

Andar de bicicleta também é um estado de espírito, não se esqueça disso!

5. Calma, paciência e tempo


É isso mesmo! Parece uma dica estranha, mas é a dica de ouro para você que precisa recuperar a forma após uma parada na rotina de pedaladas.

Não exagere: tenha em mente que você perdeu forma física se ficou parado. Não saia como louco querendo reconquistar tudo o que perdem em duas ou três semanas.

Exercícios extremos e maratonas extralongas e exigentes? Recupere sua forma e depois encere esse tipo de desafio.

O ciclismo é assim, ele é feio disso. Andar de bicicleta e voltar à forma requer calma, paciência, dedicação, perseverança e tempo. Não se esqueça disso.

Traduzido e adaptado de Brujula Bike
Foto: Sean Berry / Red Bull Content Pool
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Assinantes do Strava ganham desconto em clube de ciclismo do Rio de Janeiro

Rio Cycling conta com estrutura para ciclistas -  Foto: Rio Cycling / Divulgação


O Strava e o clube de ciclismo Rio Cycling fecharam uma parceria e a partir de dezembro os usuários que são assinantes do aplicativo terão descontos para participar do clube, que oferece estrutura para atletas e não atletas.

Segundo o fundador do Rio Cycling Daniel Kullock, há vários serviços e também é possível customizar um de acordo com o interesse de cada ciclista. Para quem mora no Rio e já pedala, o clube se reúne para treinar 4 vezes por semana em locais e horários pré-estabelecidos, sempre com toda estrutura de apoio, e os atletas são divididos em 4 pelotões diferentes (iniciante, intermediário, avançado e race).

Para quem quer começar, primeiro há uma aula teórica em que professores especializados explicam detalhes da bike, como sinalizar e se comportar num pelotão. Não precisa ter equipamento, já que o clube aluga capacete e bicicleta, por exemplo. 

"Na aula prática, ensinamos técnicas de ritmo, subida, como frear em descida e, principalmente, a ser um ciclista consciente, o que acredito nos diferenciar de outros clubes. Se o aluno curtir, aí sim o ajudamos a comprar uma bicicleta", explica Daniel.

Para quem está de passagem pela cidade do Rio de Janeiro, as opções vão desde day ride (com um ciclista pedalando junto de acordo com a sua necessidade e nível) a training camp  (quando o clube programa um fim de semana ou feriado prolongado de pedais e atividades para curtir o Rio), além de escapes (pedais longos para cidades vizinhas) e mini camps (feitos sob medida para um pequeno grupo).

Os assinantes do Strava terão 20% de desconto nos serviços do Rio Cycling, que incluem  gregários especializados, professores graduados, pedais com total apoio, teste rides de bikes Sense/Swift Carbon e óculos HB, descontos nas marcas parceiras e viagens.

"Nosso lema é 'ninguém fica pra trás', então a galera se desafia a viver novas aventuras. Se tiver algum problema com a bike ou não aguentar, o carro de apoio está sempre recheado de cerveja ou mate e pronto para trazê-lo de volta pra casa", finaliza Daniel.

Foto: Rio Cycling / Divulgação
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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Nova Iguaçu cria Dia Municipal do Ciclista para difundir uso da bicicleta

Três ciclistas de bicicleta em ciclovia de Nova Iguaçu - Foto: Prefeitura de Nova Iguaçu / Divulgação



Os ciclistas de Nova Iguaçu (RJ) foram incluídos no calendário oficial de eventos da cidade após lei sancionada pelo prefeito Rogerio Lisboa em 7 de outubro. Com isso, o dia 19 de agosto passa a ser o Dia Municipal do Ciclista, data a ser comemorada anualmente.

De acordo com decreto sancionado pelo prefeito de Nova Iguaçu, os objetivos da nova lei municipal são "difundir o uso da bicicleta, tanto na forma de exercício físico quanto como meio de transporte e promover a conscientização da importância do ciclismo e da prática de esportes como instrumento de qualidade de vida".

Além disso, o Dia Municipal do Ciclista na cidade de Nova Iguaçu também vai buscar "desenvolver o mútuo respeito entre ciclistas, motoristas e pedestres" além de "promover campanhas, eventos educativos e esportivos, incentivando o uso da bicicleta".

Cidade de Nova Iguaçu está investindo em ciclovias


De acordo com a Prefeitura de Nova Iguaçu, a cidade tem investido na construção de ciclovias. "Até o início do primeiro mandato do prefeito Rogerio Lisboa, a cidade contava com apenas 3,2 km de pistas destinadas para o tráfego de bicicletas. Atualmente este número é de cerca de 8,795 km".

"Três das ciclovias de grande destaque são a de Jardim Guandu, paralelo à Rodovia Luiz Henrique Rezende Novaes, com 2,2 km de extensão, a pista que liga o bairro da Luz a Comendador Soares, com 2,4 km, e a ciclovia existente na Av. Luiz de Lemos, da Av. Goiânia até Av. Roberto da Silveira, e a interligação deste trecho existente até a Av. Barros Junior, num total de 3,2 km. Além disso, será construída uma ciclovia que faz parte do projeto de canalização do Rio Botas e irá de Comendador Soares até Ouro preto", afirma a Prefeitura de Nova Iguaçu em seu site.

Em âmbito nacional, Brasil já tem Dia do Ciclista


No Brasil, o Dia Nacional do Ciclista também é comemorado anualmente em 19 de agosto desde 2017, data instituída pela Lei 13.508. O dia tem por objetivo incentivar a população brasileira a praticar uma reflexão sobre os problemas do trânsito e a necessidade de criação de políticas de trânsito voltadas a garantir mobilidade social a todos.

Foto: Prefeitura de Nova Iguaçu / Divulgação
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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Leo Aversa desqualifica ciclismo e ofende seus praticantes em texto publicado no Globo

Foto: Pavla Kozáková / Pixabay


Nesta terça-feira, 5 de outubro, foi publicado um artigo do fotógrafo e colunista Leo Aversa intitulado 'A invasão dos playboys ciclistas' na editoria de cultura do O Globo. No texto, o articulista critica algumas atitudes dos ciclistas, vestimentas, equipamentos... enfim, só reclama parecendo um daqueles que querem as bikes fora das ruas e tenta de todo jeito desqualificar o esporte e seus praticantes!

Resumindo o conteúdo, Aversa critica as cores das roupas utilizadas pelos ciclistas (playboys ou não) e o fato de serem, em sua maioria, coloridas e justas. O autor também afirma ter "ranço" por conta dos ciclistas comprarem acessórios caros e bicicletas caras também (vai vendo).

"Se o objetivo é fazer gastar energia, não seria mais adequado uma Caloi Barra Forte ou uma Monark Barra Circular?", questionou Leo Aversa no decorrer de seu texto. E a resposta à questão é: depende! O biker que quiser andar com essas bicicletas e estiver feliz com o equipamento não tem de que reclamar. O mesmo podemos aplicar para a questão do investimento: quem define o quanto vai querer gastar em equipamentos é o próprio ciclista.

Em seu artigo, Leo Aversa apresenta o que pensa do ciclismo ao deixar transparecer que o objetivo de pedalar é só para gastar energia ou "impressionar as louras wellness e matar de inveja os tiozões". O que o autor não leva em consideração é que qualquer pessoa (playboy ou não) pode andar de bike simplesmente por gostar de fazer isso, por sentir prazer ao praticar o esporte.

Aversa fala da expressão "fechada e tensa" do "ciclista gourmet" quando está pedalando sua bike e diz que é "como se estivesse pilotando uma nave espacial". Bom, e qual o problema nisso? Nenhum! O que há aí é só o descontentamento do cara que escreveu o artigo, pois geralmente quem vai na bike está feliz.

Ainda arrisco dizer que talvez Leo Aversa tenha tido sensação parecida quando conquistou sua primeira câmera fotográfica e depois uma superior e outra ainda melhor do que a primeira e a segunda.

Não é porque tem duas rodas que é algo simples


É certo que as bicicletas são veículos de "propulsão humana, dotado de duas rodas", conforme define o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas isso não quer dizer que não haja bikes exclusivas e diferenciadas, pois há.

Além do mais, querer reduzir as bicicletas ao simplório - como fez Leo Aversa em seu artigo - é desvalorizar o trabalho de tantos engenheiros, projetistas e todo o corpo técnico que emprega esforços no desenvolvimento e aperfeiçoamento das bikes no Brasil e no mundo inteiro. E sim, eles projetam bicicletas para o 'tio Zé' da barra forte, para o ciclista amador, profissional e se o cara for playboy o projeto é para ele também.

Sobre os motoristas de ônibus


A maioria da galera que pedala, ao ser questionada sobre as cores das roupas de ciclismo, diz que é para chamar a atenção dos motoristas. Contudo, Aversa também se sente incomodado com isso.

Leo Aversa lida com estética: o cara é fotógrafo. Porém, não vamos entrar nesse campo visto que não é foco. Ao invés disso, um zoom em outro trecho do artigo dele pode ser mais interessante.

"Alguém deve explicar aos praticantes [de ciclismo] que não é que o chofer do ônibus, por exemplo, não os veja: é que ele simplesmente não se importa", disse Leo Aversa. Ora, se a situação é essa evidentemente existe: 1) falta de humanidade, pois sobre a bike vai uma vida; 2) falta de desconhecimento das leis de trânsito; 3) falta de conscientização e aplicação da lei.

Leo Aversa só acertou em uma coisa


No meio de tantas coisas que Aversa falou em seu artigo 'A invasão dos playboys ciclistas', só tem uma coisa que onde ele tinha razão: tem muito ciclista que não para nos sinais fechados. Galera, no Brasil, sinal vermelho é para parar, inclusive de bike! Há estudos que sugerem a revisão disso, mas enquanto não muda a norma é a que está no CTB.

De resto, Leo Aversa só disse caca!

Foto: Pavla Kozáková / Pixabay
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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Samambaia Bike Park é inaugurado em Petrópolis

Thiago Wendling é um dos idealizadores do Samambaia Bike Park - Foto: Fabiano Maia


Os ciclistas de Petrópolis (RJ) e região agora têm um novo local para pedalar e praticar o mountain bike cross country (XCO). Trata-se do Samambaia Bike Park, inaugurado no domingo, 19 de setembro, marcando o retorno das atividades de bicicleta na Fazenda Samambaia, local que sediou um das etapas do Campeonato Carioca de MTB, em 2012.

De acordo com um dos idealizadores e membro da comissão técnica da pista, Thiago Wendling, a ideia de reabrir a pista surgiu durante conversas com amigos que tinham o mesmo desejo.

Thiago conta que durante um pedal de treino passou em frente à Fazenda Samambaia e resolveu entrar e apresentar as ideias para reabrir a pista. “Chegando lá, encontrei o diretor e proprietário da Fazenda. Consegui bater um papo com ele: falei das minhas ideias, do meu engajamento com o esporte, sobre as pessoas que poderiam ajudar a gente e ele me fez a seguinte pergunta: como eu iria fazer e como eu poderia fazer?”.

Junto com amigos e outras pessoas que se interessaram pelo projeto, iniciaram os trabalho. Dentre os envolvidos está o atleta da Sense Factory Racing, Diego Knob, que é petropolinato e trail builder. Segundo Thiago, ele “deu algumas ideias e ajudou com a sinalização”.

O percurso do Samambaia Bike Park vai atender aos ciclistas dos níveis iniciante ao avançado e os membros da comissão técnica pretendem realizar provas no local futuramente. 

“A gente quer abraçar a todos os públicos: quem está começando, quem já pedala. A ideia é abraçar todos os amantes do esporte”, declarou Thiago.

Com a pista da Fazenda Samambaia Petrópolis agora passa a ter três bike parks. A cidade conta com o Montanha Azul e o São José Bike Club, que foi palco de uma etapa da Copa Internacional de Mountain Bike (CIMTB) em 2019 e sediará a abertura da Copa do Mundo de MTB entre os dias 8 e 10 de abril de 2022.

O Samambaia Bike Park está com 2 quilômetros de pista prontos para uso e ainda estão trabalhando para alcançar 6 quilômetros de percurso.

Para o biker que quiser utilizar a pista, será cobrado o Day Use de R$ 30 por pessoa. O valor dá direito ao uso da pista Samambaia Bike Park, estrutura de duchas e banheiros. A pista fica na Estrada da Samambaia, 138, Samambaia – Petrópolis/RJ.

Siga o Samambaia Bike Park pelo Instagram.

Foto: Fabiano Maia
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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Ciclista pode andar em rodovia?

Ciclista de bicicleta em rodovia - Foto: Brent Olson / Pixabay


Existem muitas dúvidas relacionadas ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) quando se trata de direitos dos bikers. Uma das principais dúvidas dos motoristas e dos usuários de bicicletas é: o ciclista pode andar em rodovias?

Fora dessa dúvida, uma coisa é consenso: andar de bicicleta em grande parte das estradas brasileiras representa risco ao ciclista, visto que várias delas são mal sinalizadas, têm infraestrutura falha muitas delas fora projetadas bem antes da inclusão da bike no CTB.

Outra situação que dificulta a circulação de bicicletas em rodovias, por exemplo, é que o conhecimento dos integrantes do sistema trânsito é muito ruim. Basta ver o que foi publicado pelo Foto e Bike quando um grupo de ciclistas quase foi atingido por uma carreta em rodovia de Santa Catarina, em março de 2021.

Ciclista pode andar de bicicleta em rodovia?


Muitos dizem que o ciclista não pode andar de bicicleta em rodovias. Outros dizem que pode, mas é contra a lei. E mais alguns dizem que é obrigação do motorista manter 1,5 metros de distância ao ultrapassar o ciclista: e aí, o que está certo?

O Código de Trânsito Brasileiro diz que os ciclistas podem sim andar de bicicleta em rodovias e ainda explica como isso deve acontecer.

O artigo 58 do CTB vai dizer que a circulação de bicicletas, seja em vias urbanas ou rurais de pista dupla "deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores".

Mas e o artigo 244 do CTB?


Muitos se baseiam no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro para afirmar que bicicletas não podem circular em rodovias, pois ele diz que ciclos não podem "transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias".

Ocorre que o artigo 244 não pode ser utilizado para falar do trânsito de bicicletas em estradas ou rodovias por tratar dos ciclos. Ao tratar de bicicletas o CTB fala claramente bicicletas, conforme é possível ver no anexo I do mesmo código. Ciclos são outra categoria.

O ciclista deve andar de bicicleta nas rodovias?


Como visto, é permitido ao ciclista andar de bicicletas nas rodovias brasileiras com todo o respaldo do código de trânsito. Contudo, por conta do risco existente e falta de conhecimento de grande parte dos membros do sistema de trânsito, sobretudo os habilitados, é sempre bom pensar bem antes de ir.

Foto: Brent Olson / Pixabay
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quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Strava torna ferramenta de localização gratuita em sua plataforma



O Strava anunciou nesta terça-feira (31 de agosto) que o Beacon - sistema de compartilhamento de localização em tempo real da plataforma - agora está disponível de forma gratuita para todos os usuários. A decisão do Strava foi tomada para zelar pela segurança dos atletas.

"Para aumentar a segurança e a tranquilidade dos nossos atletas, decidimos tornar o Beacon disponível para todos, sejam assinantes Strava ou não. A partir de hoje, qualquer atleta do mundo pode usar o Beacon gratuitamente quando gravar uma atividade com o seu smartphone", diz o Strava em comunicado publicado em seu site.

Agora, ao registrar uma atividade no Strava, o usuário pode compartilhar sua localização em tempo real com até três pessoas. Essas pessoas escolhidas poderão monitorar atleta aonde ele estiver até que conclua a atividade.

"Se você usa um smartwatch ou um ciclocomputador para registrar suas atividades e não é assinante, você ainda pode usar o Beacon simultaneamente em seu celular gratuitamente", afirma o Strava.

Usuário utilizando o Beacon no Strava - Foto: Strava / Divulgação


A opção do Strava em tornar o Beacon grátis a todos os usuários da plataforma veio em boa hora, visto que ultimamente a grande muitas partes da rede social voltada aos atletas precisa de assinatura.

"Esperamos que esta mudança permita que você possa aproveitar ainda mais os momentos dedicados ao esporte e que ela garanta a você e aos seus amigos e familiares mais tranquilidade enquanto você está treinando", conclui o Strava no comunicado feito em seu site.

Foto: Strava / Divulgação
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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Santuário Frei Galvão tem programação especial pelo Dia Nacional do Ciclista



Para comemorar o Dia Nacional do Ciclista, o Santuário São Frei Galvão preparou uma programação especial para domingo, 22 de agosto, com celebração de Missa e bênção das bicicletas.

O Santuário de São Frei Galvão recebe muitos ciclistas de vários lugares. De acordo com o site da igreja, "foi a partir de um contato com eles (ciclistas) que os frades tiveram a ideia de tornar esse dia um evento do Santuário".

O Dia Nacional do Ciclista é uma data nacional instituída por lei em 2017 e é recordada anualmente em 19 de agosto. A data tem como um dos objetivos a conscientização sobre a segurança no trânsito, sobretudo no que diz respeito aos ciclistas.

Entre as programações em comemoração ao Dia do Ciclista, no Santuário de São Frei Galvão haverá a Missa, às 9h30, seguida pela bênção das bicicletas. Logo após, será vendido o tradicional pão com linguiça, realizado sorteio de brindes e presentes aos ciclistas.

"Não é preciso inscrição para participar. Pedimos apenas a doação de 1 kg de alimento não perecível", informa o Santuário que ainda recorda que "tudo está sendo preparado com muito carinho e dentro das normas sanitárias de enfrentamento à covid-19".

De acordo com o Santuário, "a celebração dessa data tem por objetivo ouvir os ciclistas para perceber as demandas e necessidades deles, de tal modo que possamos adequar nossas estruturas do para melhor acolhê-los".

"O Santuário incentiva essa modalidade esportiva, e acredita que pedalar em direção a este espaço sagrado é uma grande prece que envolve o homem e a mulher como um todo, integrando, corpo, mente e espírito", afirma.

O Santuário São Frei Galvão, dedicado ao primeiro santo brasileiro, está localizado na Avenida José Pereira da Cruz, nº 53, Jardim do Vale I - Guaratinguetá/SP.

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Por que o Dia Nacional do Ciclista é 19 de agosto?



No Brasil, o Dia Nacional do Ciclista é comemorado no dia 19 de agosto. A data foi instituída pela Lei 13.508 sancionada em 2017. Desde a apresentação da proposta na Câmara dos Deputados até a Lei ser sancionada, passaram 11 anos.

O objetivo do Dia Nacional do Ciclista é incentivar a população brasileira a praticar uma reflexão sobre os problemas do trânsito e a necessidade de criação de políticas de trânsito voltadas a garantir mobilidade social a todos.

Mas, por que o Dia Nacional do Ciclista é 19 de agosto?


O dia 19 de agosto foi escolhido para ser o Dia Nacional do Ciclista, pois foi nessa mesma data que, em agosto de 2006, o biólogo e ciclista Pedro Davison foi morto ao ser atropelado por um motorista bêbado que fugiu sem prestar socorro.

Ghost Bike em homenagem a Pedro Davison, em Brasília
Ghost Bike em homenagem a Pedro Davison, em Brasília


O acidente que vitimou Pedrinho, como era chamado pelos amigos, aconteceu em Brasília (DF) justamente no dia do aniversário de sua filha. Na ocasião, ele tinha apenas 25 anos.

No Brasil há cerca de 33 milhões de bicicletas e todos os dias há notícias de ciclistas que são desrespeitados no trânsito, isso quando não saem feridos ou, infelizmente, mortos.

Recentemente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) sofreu alterações e algumas das mudanças aguardadas pelos ciclistas chegaram, mesmo que de forma tímida. Contudo, ainda há um longo caminho a ser percorrido e muita conscientização a ser feita não só no Dia Nacional do Ciclista.

Dicas para pedalar com segurança


Como um dos objetivos do Dia Nacional do Ciclista é a conscientização sobre a segurança no trânsito, sobretudo no que diz respeito aos ciclistas, muitas cidades promovem ações de incentivo ao ciclismo e instruções aos outros integrantes do sistema de trânsito.

Como o uso da bicicleta como meio de transporte cotidiano vem crescendo cada vez mais e todos os dias há pessoas iniciando nos pedais casa-trabalho-casa ou simplesmente adotando a bike de vez como ferramenta de lazer, o Foto e Bike publicou alguns pontos que o ciclista precisa observar ao pedalar no trânsito. Não deixe de conferir, pois há dicas legais!

Foto de destaque: Fabricio Macedo FGMsp / Pixabay
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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Retorno do Talibã é uma ameaça às mulheres ciclistas do Afeganistão



O grupo extremista Talibã tomou o controle de Cabul, capital do Afeganistão, no último domingo (15), assim como já haviam feito nas maiores cidades do país levando medo e pânico à população local. O clima é de tensão e o mundo inteiro assiste às cenas de desespero das pessoas tentando fugir daquele lugar.

O Talibã é um movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão, a partir de 1994. Grupo governou o país afegão entre 1996 e 2001, quando foi derrubado pelos Estados Unidos. 

Agora, com forte ofensiva, o Talibã volta ao poder após duas décadas de intervenção norte americana no Afeganistão.

Qual o risco do Talibã para as mulheres ciclistas afegãs?


Em 2018 o documentário Afghan Cycles contou a história de uma geração de mulheres afegãs que pedalavam como forma protesto e para enfrentar as inúmeras barreiras culturais e de gênero utilizando a bicicleta como um veículo para a liberdade, capacitação e mudança social.

A produtora de Afghan Cycles, Shannon Galpin, passou quatro anos no Afeganistão (2012-2016) trabalhando com a primeira geração de mulheres ciclistas e começou a trabalhar e treinar com a Equipe Nacional de Ciclismo Feminino do Afeganistão e vários clubes de ciclismo provinciais equipes que estavam surgindo na época. A presença de Galpin funcionou como um incentivo ao ciclismo no país.

Mulheres afegãs pedalando na estrada - Foto: Afghan Cycles / Facebook
Mulheres afegãs pedalando na estrada - Foto: Afghan Cycles / Facebook


Em 2016, um grupo formado por 12 ciclistas afegãs (a história delas está no documentário) foi indicado ao Nobel da Paz por conta da revolução propagada por elas com o uso da bicicleta no país.

Agora, com a insurgência do Talibã, todo esse trabalho de valorização das mulheres por meio do ciclismo que veio evoluindo nos últimos anos corre sério risco de desaparecer no Afeganistão por conta da supressão de direitos impostas pelos talibãs.

Quando o Talibã governou o Afeganistão entre 1996 e 2001, as mulheres não tinham direitos. Elas não podiam trabalhar e nem estudar. Só podiam sair de casa com o rosto coberto e acompanhadas por um parente. Andar de bicicleta seria considerado uma ofensa social, uma imoralidade e a mulher poderia ser apedrejada.

Malala viu de perto os horrores do Talibã


A ativista paquistanesa Malala Yousafzai, ganhadora do prêmio Nobel da Paz e que viveu de perto os horrores do Talibã e que, em 2013, foi baleada na cabeça por integrantes do grupo, se declarou "profundamente preocupada com as mulheres afegãs".

"Assistimos em completo choque enquanto o Talibã assume o controle do Afeganistão. Estou profundamente preocupada com as mulheres, as minorias e os defensores dos Direitos Humanos. As potências globais, regionais e locais devem exigir um cessar-fogo imediato, fornecer ajuda humanitária urgente e proteger refugiados e civis", escreveu a ativista.

São histórias incríveis como as registradas no documentário Afghan Cycles que podem ser descontinuadas no Afeganistão com a chegada do grupo extremista Talibã, acabando com a liberdade dessas mulheres e causando males ao país.

Veja abaixo o trailer do documentário Afghan Cycles



Foto: Afghan Cycles / Facebook
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sábado, 14 de agosto de 2021

Primoz Roglic vence primeira etapa da Vuelta a España 2021

Primoz Roglic vence primeira etapa da Vuelta a España 2021 - Foto: Charly López Photography


O esloveno Primoz Roglic venceu a primeira etapa da Vuelta a España neste sábado, 14 de agosto, e deu início à defesa do título, visto que o vencedor duas edições anteriores.

A etapa de abertura da 76ª edição da Vuelta a España foi com a prova de contrarrelógio disputada na cidade de Burgos e Roglic, ciclista da equipe Jumbo-Visma, é o primeiro a vestir a camisa vermelha, assumindo a liderança da classificação geral.

Primoz Roglic é o primeiro na lista dos favoritos a vencer a Vuelta a España em 2021 na lista elaborada blog Foto e Bike. O esloveno completou os 7,1 quilômetros do percurso da etapa de abertura da Vuelta a España em 8 minutos e 32 segundos, seis segundos à frente do espanhol Alexa Aranburu e oito segundos à frente do seu compatriota Jan Tratnik.

A próxima etapa da Vuelta a España acontece neste domingo, 15 de agosto, e será dedicada aos sprinters e contará os primeiros pontos válidos para a disputa da camisa verde. A largada será em Caleruega e a chegada será em Burgos.

Foto: Charly López Photography
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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Paralimpíadas de Tóquio: conheça o perfil dos atletas do ciclismo brasileiro



Com o encerramento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o mundo está na expectativa do início dos Jogos Paralímpicos de Tóquio que vão começar no dia 24 de agosto.

A atual edição dos Jogos Paralímpicos terá o total de 22 esportes disputados em 21 localidades. A programação contará com a apresentação de 539 eventos a serem disputados pelos atletas paralímpicos.

De modo semelhante às Olimpíadas de Tóquio, o Brasil terá cinco representantes do ciclismo nas Paralimpíadas com a primeira disputa programada para o dia 25 dia agosto.

Conheça o perfil dos atletas do ciclismo brasileiro nas Paralimpíadas de Tóquio


Lauro César Mouro Chaman


Categoria: CLASSE C5
Nascimento: 25/06/1987
Cidade: Araraquara (SP)
Participações Paralímpicas: Rio 2016

Lauro Chaman - Foto: Divulgação / CBC


Lauro nasceu com o pé esquerdo virado para trás. O atleta passou por cirurgia para corrigir o problema, mas o procedimento acarretou a perda do movimento do tornozelo. Por conta disso, teve atrofia na panturrilha.

A bicicleta sempre foi utilizada por Lauro como meio de transporte e, aos 13 anos, ele começou a competir em provas tradicionais de Mountain Bike enfrentando atletas sem nenhuma deficiência. Com 19 anos, passou por classificação funcional e começou a disputar competições oficiais de paraciclismo de Estrada e Pista.

Atualmente, Lauro Chaman é o único atleta brasileiro medalhista em jogos paralímpicos/olímpicos, tendo conquistado duas medalhas na Rio 2016, sendo uma prata na prova de resistência e um bronze no contrarrelógio.

O atleta é o atual Campeão Mundial de Estrada e apresentou grandes resultados durante todo o ciclo paralímpico de Tóquio, subindo ao pódio em todos os Campeonatos Mundiais e Copas do Mundo que participou durante os anos de 2017 a 2021. Nesse período, Lauro conquistou o título de campeão mundial em três oportunidades, duas vezes na Estrada (2017 e 2021) e uma vez na Pista (2018).

Jady Martins Malavazzi


Categoria: CLASSE H3
Nascimento: 07/09/1994
Cidade: Jandaia do Sul (PR)
Participações Paralímpicas: Rio 2016

Jady Martins Malavazzi - Foto: Divulgação / CBC


Jady Malavazzi perdeu o movimento das pernas quando ainda tinha 13 anos de idade, após se envolver em um grave acidente de carro em 2007. O veículo que estava com Jady e sua mãe foi colidido por um veículo desgovernado que invadiu a contramão depois do motorista ter dormido ao volante.

Sua reabilitação foi realizada em Brasília, no Hospital Sarah Kubitschek, onde teve o seu primeiro contato com o esporte adaptado. Inicialmente começou a jogar basquete em cadeira de rodas e, pouco tempo depois, em 2010, conheceu o paraciclismo. 

O seu crescimento no esporte foi muito rápido, passando a competir em alto rendimento já no ano seguinte, em 2011, quando foi convocada para a seleção brasileira que disputou os Jogos ParapanAmericanos de Guadalajara, no México, e conquistou a medalha de prata. Jady também soma duas medalhas em mundiais e seis pódios em etapas da Copa do Mundo.

Carlos Alberto Gomes Soares


Categoria: CLASSE C1
Nascimento: 31/12/1994
Cidade: Anápolis (GO)
Participações Paralímpicas: Estreia em Tóquio

Carlos Alberto Gomes Soares - Foto: Divulgação / CBC


Quando tinha 6 anos de idade, Carlos foi diagnosticado com paraparesia espástica, doença que atrapalha na sua locomoção e compromete a mobilização da sua perna esquerda. Na adolescência, chegou a tentar jogar futebol para conseguir se manter próximo aos amigos, mas não tinha um bom rendimento devido à dificuldade de conseguir correr.

Como ele se deslocava para todos os lugares de bicicleta, começou a se apaixonar pela modalidade e passou a praticar BMX, disciplina que o ajudou bastante no ganho de força e massa muscular das pernas, surpreendendo os médicos do Hospital Sarah Kubitschek, onde
ele passava por tratamento e reabilitação.

Carlos Alberto teve o primeiro contato com o paraciclismo em 2016, quando começou a
pedalar em bicicletas da disciplina de Estrada. No ano seguinte, participou da primeira competição oficial e já em 2018 foi convocado para representar a seleção brasileira no Campeonato Mundial de Paracicismo de Pista, no Rio de Janeiro. Após essa participação, passou a ser convocado com frequência e representa as cores do Brasil nos principais eventos internacionais, inclusive obtendo bons resultados em Copas do Mundo e Campeonatos Mundiais.

André Luiz Grizante


Categoria: CLASSE: C4
Nascimento: 26/12/1976
Cidade: São Caetano do Sul (SP)
Participações Olímpicas: Estreia em Tóquio

André Luiz Grizante - Foto: Divulgação / CBC


André Luiz Grizante foi atleta profissional de ciclismo de Estrada entre os anos de 1995 e 2010, chegando a ser um dos principais nomes do ciclismo nacional. Durante a sua carreira, conquistou resultados importantes como o título da primeira edição da Copa América de
Ciclismo, tricampeonato da Prova Ciclística 1º de maio/GP Ayrton Senna e foi campeão do Ranking Brasileiro em 2004, ano que venceu 14 provas do calendário nacional.

Em 2013 sofreu um acidente de motocicleta, onde teve fratura de acetábulo com compressão e esmagamento do nervo ciático, que deixou uma lesão definitiva na perna esquerda. Três anos após o acidente, a convite de vários amigos, resolveu voltar as atividades no esporte e retornar às competições, mas desta vez no paraciclismo.

Ana Raquel Montenegro Batista Lins


Categoria: CLASSE C5
Nascimento: 11/03/1991
Cidade: Natal (RN)
Participações Paralímpicas: Rio 2016 (Paratriathlon)

Ana Raquel - Foto: Divulgação / CBC


Ana Raquel nasceu com uma deficiência congênita, a Síndrome de Poland, que acomete principalmente a sua mão, parte do tórax e o abdômen esquerdo. Aos oito anos de idade, ela participou das primeiras competições de natação. Conheceu o esporte paralímpico em 2005 e participou dos seus primeiros Jogos Parapan-Americanos no Rio de Janeiro (2007).

Alguns anos depois, buscando novos desafios, Ana conheceu o Paratriathlon e passou a se dedicar a nova modalidade que lhe rendeu a participação nos Jogos Paralímpicos da Rio 2016. Em 2018 migrou para o paraciclismo e participou das principais competições de estrada e pista do calendário nacional e internacional, carimbando o seu passaporte para Tóquio 2020.

Ana Raquel é a atual campeã brasileira de Pista e contrarrelógio, além de ter conquistado o 5º lugar na prova de resistência do Parapan de Lima 2019.

Fotos: Divulgação / CBC
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