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terça-feira, 17 de maio de 2022

Caminho do Imperador está proibido para ciclismo por ser área de preservação



No dia 1º de maio, ciclistas de Petrópolis (RJ) se surpreenderam com a notícia de que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) estava fazendo uma ação no Caminho do Imperador e aplicando multa com a justificativa de aquela é uma unidade de conservação ambiental e que o acesso é proibido. O blog Foto e Bike foi atrás de informações e preparou esse conteúdo com informações importantes sobre o que aconteceu ali e o que os apaixonados por ciclismo podem fazer.

Por que o ICMBio proibiu ciclismo e outros esportes no Caminho do Imperador?


A ação do ICMBio foi na área da Reserva Biológica do Tinguá (Rebio do Tinguá) e ocorreu integralmente no município de Petrópolis. O fato pegou muitos ciclistas de surpresa, pois o Caminho do Imperador é muito utilizado para treinos, passeios e cicloturismo, além de fazer parte da Caminhos de Nossa Senhora - rota cicloturística que sai do Rio de Janeiro e vai até o Santuário Nacional de Aparecida.

Segundo informações publicadas pela Rebio em suas redes sociais, o objetivo "era coibir a prática ilícita de MotoCross no interior da Reserva Biológica do Tinguá na localidade conhecida como trilha do facãozinho", cuja área está inteira dentro da zona de proteção. Na ocasião, eles recolheram algumas motos e aplicaram multas que chegaram aos 10 mil reais, como mostra um vídeo publicado pelo De Bike na Montanha.

Para entender melhor o que foi essa ação e os motivos que levaram o ICMBio a proibir a prática do ciclismo, cicloturismo e outras atividades esportivas no Caminho do Imperador, o blog Foto e Bike conversou com o educador ambiental e historiador, Anderson Maverick, que há 25 anos atua na defesa do meio ambiente, sobretudo nas áreas de conservação.

Tipos de unidades de conservação próximas do ciclista


O ciclista praticante de mountain bike e cicloturismo sempre está em contato próximo com a natureza e esse ambiente, por vezes, está incluído em normas de proteção. As unidades de conservação ambientais são dividias em dois tipos: proteção integral ou uso sustentável. De acordo com Anderson Maverick, o ponto comum é que em ambos "o homem tem de cuidar para preservar aquilo que existe do bioma", no caso específico do Caminho do Imperador, a mata atlântica.

"Essas unidades de conservação são uma estratégia da sociedade civil e também do governo para a manutenção dos ecossistemas ligados à biodiversidade da mata atlântica e outros biomas que existem no Brasil, como caatinga e floresta amazônica, por exemplo", explicou.

Ciclista durante Brasil Enduro Series em Petrópolis
Próxima da natureza, ciclista participa do BES 2017 no Caxambu, Petrópolis - Foto: Davi Corrêa
Dentre os dois tipos de unidade de conservação ambiental, as de proteção integral possuem um regramento mais rígido. Nessas áreas as práticas de atividades físicas e esportivas, como é o caso do ciclismo mountain bike e ciclotursmo, não são permitidas. Quem desrespeita a norma está sujeito a multas, conforme previsto em lei, e ainda pode responder por crime contra o meio ambiente. 

No caso dos ciclistas, o valor da multa por desrespeitar a proibição de acesso ao Caminho do Imperador pode variar de R$ 1.010,00 até R$ 1.500,00, de acordo com informações obtidas pelo blog Foto e Bike junto à APA Petrópolis.

Caminho do Imperador está em unidade de conservação


Uma breve história do Caminho do Imperador pode ser vista no site da prefeitura de Paty do Alferes, mas, em resumo, o trecho levou anos para ser concluído e foi finalizado pelo engenheiro Otto Reimarus, em 1838. Anverson Maverick conta que "esse caminho era uma antiga ligação que ficava entre a região serrana do estado do Rio de Janeiro, onde a cidade polo era Petrópolis, e o interior do estado pelo vale do rio Paraíba do Sul. Na década de 1970, começou a se ter uma ideia de proteger esse vasto território onde a mata atlântica ainda é muito bem preservada".

Mata atlântica no Caminho do Imperador - Foto: Davi Corrêa
Mata atlântica no Caminho do Imperador - Foto: Davi Corrêa
Ao blog, Maverick ressaltou que é bom praticar MTB ou ciclcoturismo em um local antigo e dentro de uma floresta, mas lembrou que "todo o Caminho do Imperador está inserido em um pedaço de terra protegido que chamamos de unidade de conservação". 

"Essa unidade de conservação é integral, então ela possui regramentos mais rígidos para acesso. Por regra, através do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), as unidades de proteção integral precisam de uma autorização do gestor, que nesse caso específico, é o ICMBio", contou.

Questionada sobre a possibilidade de entrada no Caminho do Imperador mediante autorização para cicloturismo ou outra prática ciclística, a APA Petrópolis informou que as chances são remotas. A resposta vai de encontro à explicação de Maverick ao relatar que as unidades de conservação integral são bastante restritivas e "têm o regramento que chamamos de plano de manejo, onde o acesso é completamente proibido". A exceção à regra se dá por meio de uma Ação Civil Pública do Ministério Público Federal de Petrópolis que libera o acesso apenas aos moradores do Vale das Princesas.

Ação do ICMBio não é punição aos ciclistas


Anderson Maverick fez questão de reforçar que as ações do ICMBio não são uma punição aos ciclistas que frequentam o Caminho do Imperador e nem às pessoas que praticam esportes que não agridem o local, pois todos têm noção dos benefícios que essas práticas para a saúde e para o meio ambiente em geral. A questão fica grave quando o cenário muda e começa a haver perturbações.

"Todas as atividades que não agridem o meio ambiente seriam realmente benéficas até para a questão de educação ambiental e ampliação dos agentes de proteção por todo o território. No entanto, o que tem acontecido é que nem todas as pessoas pensam dessa forma. Tem gente que vai para lá para jogar carro, fazer retirada e movimentação de terra para fazer construções, retirar árvores, caçar animais", disse Maverick.

No ano de 2021, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) publicaram o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica (período 2019-2020) onde identificaram que restavam apenas 12,4% de vegetação nativa acima de três hectares desse bioma no país. O mapeamento do relatório técnico abrangeu o território dos 17 estados definidos no Mapa da Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica.

"Tento sensibilizar as pessoas para que não cometam irregularidades dentro de suas áreas de proteção ambiental. O ciclista é sempre bem-vindo em tudo, até no turismo", diz Anderson Maverick. O historiador e educador ambiental com frequência utiliza suas redes sociais para conscientizar sobre a importância da preservação. 

"Ali é um lugar excelente para a gente fazer atividade física, mas, pela regra, não pode porque é uma unidade de conservação integral", pontuou.

Como o ciclista pode fazer sem o Caminho do Imperador?


Durante a conversa com o blog Foto e Bike, o educador ambiental, Anderson Maverick, deu três alternativas para quem quiser ir de Petrópolis até o Vale das Princesas por um caminho semelhante.

"A sugestão é fazer um caminho que não pegue esse acesso por dentro da floresta. Existe um percurso que sai do ponto final do Rocio que desce e sai no Vale das Princesas: seria uma alternativa".

A segunda opção "é pedir autorização à unidade de conservação e eles vão analisar o pedido. A terceira possibilidade seria não fazer uma ação que bata de frente com o que a unidade de conservação rege, porque aí pode ter algum tipo de problema", concluiu.

Fotos: Davi Corrêa / Foto e Bike
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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Deputados analisam projeto que incentiva prática do ciclismo



Aprovado no Senado Federal, o Projeto de Lei 3598/19 chegou à Câmara dos Deputados para análise dos parlamentares. O PL incentiva a prática do ciclismo e promove a integração de modais no transporte urbano.

De acordo com a autora da proposta, a senadora Leila Barros (PDT-DF), "o projeto tem por objetivo promover o desenvolvimento do ciclismo como forma de transporte individual e a integração de todos os modais de transporte urbano para garantir efetiva  mobilidade na cidade".


O texto propõe alterações no Estatuto da Cidade (Lei 10257/01), que regulamenta os artigos 182 e 183 da Constituição Federal, tem três objetivos: 1) melhorar o planejamento urbano por meio de mobilidade e transporte; 2) obrigar que no planejamento urbano das cidades haja integração dos modais automotor, ferroviário, metroviário e cicloviário; e 3) maior participação da sociedade na implantação de ciclovias, ciclofaixas e bicicletários.

O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados e será analisado por duas comissões: Desenvolvimento Urbano; e Constituição e Justiça e de Cidadania.
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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Criadores de conteúdo são destaque na estratégia de marketing de empresas de ciclismo, revela pesquisa

Ciclista-da-Caloi-Henrique-Avancini-Racing


Um levantamento feito pela Aliança Bike com mais de 110 empresas revelou que 48,35% delas realizam alguma ação de marketing junto aos criadores de conteúdo, como patrocínio ou apoio com produtos para ciclismo. Os números ainda apontam o destaque desse tipo de mídia que representa cerca e 14% dos resultados em vendas.

Especificamente entre lojistas, o percentual de estabelecimentos que investem em criadores de conteúdo é de pouco mais de 35%. Já entre fabricantes, montadoras ou importadoras de bicicletas que investem neste tipo de mídia representam o dobro: 72%.


O levantamento feito pela Aliança Bike também solicitou até cinco indicações de criadores de conteúdo às empresas que realizam investimento nesse tipo de mídia. Entre os mais de 50 criadores indicados, os canais Pra quem Pedala, Canal de Bike e Pedaleria foram os principais nomes.

Top 8 criadores de conteúdo sobre ciclismo


O relatório desenvolvido pela Aliança Bike junto às empresas aponta os criadores de conteúdo como responsáveis por 14% das respostas de conversão em vendas. A pesquisa também revelou o top 8 dos criadores de conteúdo sobre ciclismo mais citados pelas empresas.

1- Pra Quem Pedala
2- Canal de bike
3- Pedaleria
4- Brou Bruto Drews
5- Pedal.com.br
6- Segredos do MTB
7- Bike é Legal
8- Power Link Bike

Foto: Davi Corrêa
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quinta-feira, 31 de março de 2022

BMC fecha parceria com equipe Red Bull de Fórmula 1

Bicicleta da BMC no box da Red Bull Racing


A marca de bicicletas premium BMC Switzerland agora é parceira oficial da equipe Red Bull Racing. A notícia da parceria foi divulgada na quarta-feira, 30 de março, e tem a transferência de tecnologia da Fórmula 1 para o ciclismo como um dos objetivos.

A relação da BMC com a Fórmula 1 não é novidade. Desde 2018, a marca de bicicletas trabalha com a Red Bull Advanced Technologies (divisão de engenharia da Red Bull Racing) para explorar áreas onde a experiência da maior categoria do automobilismo poderia ser aplicada ao ciclismo de alto rendimento.


Na busca pelo aprimoramento no desempenho, a BMC começou a trabalhar com a equipe de engenharia da Red Bull Advanced Technologies com foco inicial na ciência e aerodinâmica. O resultado foi a criação de diversos protótipos de bicicletas que chegaram a ser modelos de produção.

Como parceira oficial da Red Bull Racing, a BMC está estreitando seu relacionamento com a equipe de automobilismo. Agora ela também será responsável por fornecer bicicletas para deslocamento pela fábrica da Red Bull, no Reino Unido. Também os pilotos Max Verstappen e Sergio Perez vão contar com bikes da BMC para fazer o reconhecimento dos circuitos antes dos GP de Fórmula 1.

"Trabalhamos em estreita colaboração com a BMC há quase quatro anos e a aplicação das tecnologias da Fórmula 1 ao ciclismo de desempenho rendeu alguns resultados impressionantes. Agora, estamos aproveitando esse sucesso para abranger uma nova parceria que aumentará a visibilidade, aumentará o engajamento e conectará os fãs do ciclismo e do esporte a motor de maneiras novas e empolgantes", destaca o CEO e chefe de equipe da Oracle Red Bull Racing, Christian Horner.

"Levar o que tem sido uma colaboração de alta tecnologia contínua e inspiradora entre a BMC e a Red Bull Racing para o próximo nível, nos permite elevar nosso desempenho e capacidades de engenharia e, finalmente, inspirar nossos fãs e ciclistas a 'Criar velocidade'. Estamos ansiosos para a temporada emocionante que está por vir", ressaltou o CEO da BMC Switzerland, David Zurcher.

Foto: Red Bull Racing / Red Bull Content Pool
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quarta-feira, 2 de março de 2022

Rússia e Belarus são proibidas de participar das provas da UCI



A União Ciclística Internacional (UCI) proibiu as seleções de ciclismo da Rússia e Belarus de participarem em quaisquer eventos do calendário internacional da entidade máxima do ciclismo. A decisão foi tomada devido aos russos terem invadido a Ucrânia no dia 24 de fevereiro.

O Comité de Gestão da UCI se reuniu no dia 1º de março em sessão extraordinária para debater a situação na Ucrânia e as medidas que a entidade pretende tomar a este respeito.

"A UCI expressa novamente sua grande preocupação com a situação na Ucrânia e condena firmemente a agressão dos governos russo e belarusso e seu desrespeito à trégua olímpica. A UCI deseja ver um retorno à paz o mais rápido possível e pede o respeito aos valores olímpicos. Com efeito, o desporto em geral e o ciclismo em particular são veículos de paz, amizade, solidariedade e tolerância", diz a nota da instituição.


A UCI decidiu oferecer apoio à comunidade de ciclismo ucraniana e se comprometeu a receber atletas ucranianos no Centro Mundial de Ciclismo da UCI (WCC), seu centro de educação e treinamento em Aigle, na Suíça. 

Após parabenizar as decisões tomadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no dia 28 de fevereiro e resolveu aplicar as mesmas ao ciclismo.

Dessa forma, as seleções nacionais russas e belarussas não estão autorizadas a participar em quaisquer eventos do Calendário Internacional da UCI a partir do dia 2 de março de 2022.

Dentre as medidas, também foi anunciado que 6 equipes perderam o estatuto de Equipe UCI, sendo três da Rússia e três da Belarus.


Todos os eventos da Rússia e Belarus que constavam no calendário internacional da UCI para 2022 foram cancelados e a entidade não aceitará novos pedidos de registro. As camisas dos campeões nacionais da Rússia e Belarus estão proibidas.

Ainda na série de medidas, a UCI pontuou que "proíbe os organizadores de eventos do Calendário Internacional da UCI de convidar clubes russos e belarussos, equipes regionais ou mistas" E garantiu que não nomeará comissários internacionais russos ou belarussos para eventos até novo aviso.

"A UCI deseja esclarecer que os titulares de licenças da Rússia e da Belarus estão autorizados a participar em eventos do Calendário Internacional da UCI com suas respectivas equipes, desde que estejam inscritos em uma equipe da UCI que não seja russa nem belarussa. Os pilotos russos e belarussos também podem participar nos eventos do Calendário Internacional da UCI se a inscrição individual for autorizada".

"A decisão de não impor uma proibição geral aos atletas russos e belarussos em todos os eventos internacionais baseia-se na obtenção de um equilíbrio de todos os interesses. Em particular, trata-se de levar em consideração os direitos contratuais dos pilotos e equipes em questão, e não penalizar injustamente as equipes que não são russas ou belarussas", diz a nota da UCI.
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Programa antidoping da UCI é elogiado em auditoria da WADA



A Agência Mundial Antidoping (cuja sigla em inglês é WADA) elogiou a União Ciclística Internacional (UCI) após uma auditoria de seu programa antidoping, após relatório revelado em 26 de janeiro.

A WADA disse que o programa antidoping da UCI tem "vários pontos fortes" sendo "abrangente e eficiente" após a realização da auditoria, a primeira desde que o órgão que regula o ciclismo mundial se uniu à Agência Internacional de Testes (ITA).

A organização acrescentou que havia "muito poucas descobertas a relatar, dada a qualidade da UCI como organização antidopagem e seu programa antidoping".


O ITA estabeleceu uma unidade dedicada ao ciclismo no ano passado como parte da decisão da UCI de transferir as operações antidoping da Cycling Anti-Doping Foundation (CADF) para o ITA.

A CADF, uma entidade independente encarregada pela UCI de supervisionar o antidoping no ciclismo, ocupava esse papel desde 2008. "Houve muito poucas descobertas e ações corretivas a relatar, dada a qualidade do programa da UCI", disse o comunicado da WADA.

"Descobriu-se que tanto a UCI quanto o ITA funcionam bem e têm alto desempenho, com funcionários extremamente competentes, dedicados e apaixonados".

"Impressiona o forte estilo colaborativo presenciado, bem como a abordagem proativa ao esforço conjunto entre os funcionários do ITA e da UCI", afirma o relatório da WADA.

"De acordo com a equipe de auditoria, essa abordagem colaborativa parece garantir que os processos e procedimentos da UCI sejam robustos e que as diferentes áreas de seu programa sejam abrangentes e eficientes".

A UCI afirmou que o resultado da auditoria "mais uma vez confirma que a transição do CADF para o ITA foi um sucesso e melhora a proteção dos ciclistas limpos".

Foto: Divulgação
Conteúdo traduzido e adaptado de COPACI
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ex-ciclista entra em programa da NASA que levará primeira mulher à Lua

Christina Birch entra em programa da NASA e pode ser primeira mulher enviada à Lua - Foto: Divulgação / UCI


Após ter sido ciclista de pista, ciclocross e gravel, a norte americana Christina Birch foi selecionada para compor a classe de candidatos a astronautas da geração Artemis da Nasa e pode ser a primeira mulher a ir à Lua.

Christina Birch (35 anos) teve uma carreira bem-sucedida no ciclismo. Conquistou onze campeonatos nacionais e ouro em dois Jogos Pan-Americanos.

Além do vitorioso currículo no ciclismo, a Birch conta um currículo acadêmico que inclui licenciatura em matemática, bioquímica e biofísica molecular. Ela também tem doutorado em engenharia biológica pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Conforme divulgado no comunicado à imprensa emitido pela NASA, os candidatos a astronauta se apresentam em janeiro de 2022 para dar início a dois anos de treinamento em cinco categorias principais, que são: "operação e manutenção dos sistemas complexos da Estação Espacial Internacional, treinamento para caminhadas espaciais, desenvolvimento de habilidades robóticas complexas, operação segura de um jato de treinamento T-38 e habilidades no idioma russo".

Se aprovados após a conclusão do treinamento "eles podem ser atribuídos a missões que envolvem a realização de pesquisas a bordo da estação espacial, lançamentos do solo americano em espaçonaves construídas por empresas comerciais, bem como missões espaciais para destinos como a Lua na espaçonave Orion e foguete Space Launch System da NASA", diz o comunicado.

Foto de destaque: Divulgação / UCI
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Férias e pré-temporada: como aproveitar para construir melhor desempenho?

Fazer uma boa pré-temporada para construir melhor desempenho - Foto: Divulgação


Entre os apaixonados pelo esporte, uma das expressões mais ouvidas entre o final de um ano e início do outro é pré-temporada. No mundo do ciclismo não é diferente. Porém, o que os amantes do esporte nem sempre associam é que a pré-temporada não é privilégio de atletas ou equipes profissionais. Na verdade, aproveitar bem o período de férias pode ser o diferencial para ganho de performance.

Nessa publicação você irá conferir recomendações importantes do diretor da Taka Fisioterapia Especializada, Ricardo Takahashi, sobre a pré-temporada. Essas orientações podem ser utilizadas em conjunto com as dicas para voltar a pedalar depois das festas do fim de ano, já publicadas aqui no blog Foto e Bike.

Nas férias, se manter ativo

Se manter ativo nas férias evita sofrimento no retorno ao esporte. Afinal, como todo mundo sabe é muito mais fácil ficar em forma do que voltar à forma.

É importante encontrar uma maneira agradável de treinar nas férias. Não é só o corpo que precisa relaxar. A cabeça também! Atividades mais leves a prazerosas ajudam na manutenção do condicionamento físico e ainda evitam lesões.

Uma dica importante. Só inicie a pré-temporada após um período de descanso físico e mental. São aqueles poucos dias de puro “relax” mesmo. Isso é importante porque, sem a recuperação adequada, podem haver ramificações negativas ao longo do ano de treinos e competições.

Descanso ativo

Você sabe o que é descanso ativo? É o equilíbrio entre a recuperação e a manutenção da forma física. Pode ser praticado participando de uma atividade diferente e divertida. De preferência, algo que inclua diferentes grupos musculares e uma nova maneira de pensar.

Por exemplo, se a maioria dos exercícios que está habituado envolve força pesada e treinamento com pesos, tente exercícios relacionados ao cárdio no período de férias. E vice-versa.

Uma dica para encontrar um descanso ativo ideal é procurar exercícios que sejam o mais próximo possível do oposto em relação ao esporte sazonal. Outro ponto importante é mantê-los mais leves do que os praticados na temporada.

Aeróbio e anaeróbio

O desenvolvimento da saúde aeróbica e anaeróbica durante o período de férias não só promove a recuperação, mas também dá aos esportistas uma vantagem competitiva a longo prazo. Perto do final do jogo, por exemplo, quando outras equipes estão cansadas e esgotadas, aqueles com sistemas saudáveis e desenvolvidos poderão continuar.

É importante notar que o processo de desenvolvimento realizado nas férias não deve ser tão extremo ou intenso quanto a prática sazonal. Nesse período de descanso ativo, o exercício e o treinamento devem ser realizados com volume mais baixos.

Os esportistas que desejam manter a forma devem diminuir a frequência e a duração do treinamento, mas se concentrar em manter a intensidade. A falta de intensidade do exercício resultará em perda de aptidão, portanto, o período de férias é um momento importante para encurtar a duração, mas manter o esforço competitivo.

Força

O período de férias é quando se pode melhorar a força e trabalhar para que esse desenvolvimento ocorra por igual. Não importa a modalidade, os esportistas colocam pressões desiguais em partes do corpo. Esses desequilíbrios podem ser perigosos se não forem controlados. Portanto, corrigi-los pode melhorar a saúde, o desempenho e prevenir lesões.

Após lidar com os desequilíbrios musculares, os esportistas podem se concentrar em aumentar a força. Aprimorar conjuntos de músculos específicos de forma isolada e com outros grupos ajuda os atletas a alcançar os resultados desejados.

Quase acabando

Perto do final do período de férias, as pessoas devem começar a redirecionar seu foco de volta para exercícios específicos ao seu esporte, mantendo a mesma intensidade, mas a duração e a quantidade ainda diminuídas.

A pré-temporada, seja ela curta ou não, é essencial para uma boa prática de atividade física ao longo do ano que se inicia.

Pensando nisso, a equipe do Centro Taka Fisioterapia Especializada, liderado por Ricardo Takahashi, que atua como fisioterapeuta esportivo há mais de 20 anos, preparou um programa direcionado para esses praticantes. Mais informações podem ser obtidas no site da instituição.

Foto: Divulgação
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Mathieu van der Poel passa por cirurgia no joelho e segue afastado das competições

Mathieu van der Poel passa por cirurgia no joelho - Foto: Bartek Wolinski_Red Bull Content Pool


Mathieu van der Poel passou por uma pequena cirurgia no joelho no sábado, 8 de janeiro, no hospital AZ Herentals, na Bélgica. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da equipe Alpecin-Phenix.

"Esta operação não tem relação com a lesão nas costas da qual van der Poel está se recuperando", diz o comunicado da Alpecin-Phenix, equipe da qual Mathieu van der Poel faz parte.

Em um acidente anterior, um rasgo havia aparecido na cápsula da rótula. Como resultado desse rasgo, formou-se um tecido cicatricial no qual um fio endurecido esfregou contra o osso. A cirurgia a qual Van der Poel foi submetido teve o objetivo de corrigir isso.

De acordo com informações dadas pela assessoria de imprensa da equipe Alecin-Phenix, Mathieu van der Poel não estava sentindo dores no joelho por conta disso, mas como o ciclista está afastado dos treinos com a bicicleta para se recuperar de uma lesão nas costas, identificaram que era o momento certo para realizar o procedimento no joelho do atleta.

A cirurgia a qual Mathieu van der Poel foi submetido foi considerada um sucesso pelo médico cirurgião ortopedista Dr. Toon Claes.

Mathieu van der Poel está afastado do ciclismo por conta de outra lesão


No início de 2022, Mathieu van der Poel e a Alpecin-Phenix informaram que o ciclista ia precisar se afastar da bicicleta para se recuperar de uma lesão nas costas que atormenta o atleta desde uma queda nas Olimpíadas de Tóquio.

"Não posso falar muito sobre isso, é o que é. Por causa dessa dor nas costas, não tenho conseguido atingir o nível desejado desde o Tour. Eu só quero que isso fique no passado", declarou Mathieu van der Poel.

Por conta dessa afastamento, van der Poel não poderá defender o título de campeão mundial de ciclocross nesse ano, o que deixou o ciclista frustrado.

Mathieu van der Poel reconheceu que é preciso manter um período de recuperação mais longo e sem interrupções para auxiliar no processo e declarou que "seria tolice interromper este período novamente e ainda tentar chegar ao Campeonato Mundial".

Foto: Bartek Wolinski / Red Bull Content Pool
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Dicas para voltar a pedalar depois das festas do fim de ano

Dicas para andar de bicicleta após festas de fim de ano - Foto: Sean Berry / Red Bull Content Pool


"Ano novo, vida nova" é o que diz a popular frase de virada de ano. Mas como fazer para recuperar a forma e voltar a andar de bicicleta depois de parar a rotina de pedais e treinos para curtir as festas de fim de ano?

Esse é o primeiro desafio para os ciclistas no início de cada ano. A galera sempre relaxa um pouco mais nessas festividades e é normal. Porém, para voltar à forma é preciso ter calma e paciência. Então, para te dar um auxílio listamos 5 pontos que podem de ajudar a recuperar a forma antes de encarar os treinos e competições do ano.

5 dicas para voltar a pedalar depois do fim de ano


1. Retorne aos seus hábitos alimentares saudáveis 


Refaça sua rotina alimentar para que ela se adeque às suas necessidades no ciclismo. Se você cometeu algum excesso nas festas de fim de ano, não se preocupe, pois dá para se recuperar. Você pode ir começando com uma dieta rica em frutas, vegetais e proteínas, por exemplo.

Além disso, pense nas suas refeições diárias e, claro, planeje a sua alimentação nos dias de treino: você vai queimar mais, vai exigir mais, então terá que planejar melhor. 

Seu corpo é inteligente e rapidamente voltará aos hábitos anteriores.

2. Elabore um plano de treinamento progressivo


Você está retornando aos pedais então não espere uma recuperação excessivamente rápida. No ciclismo é assim: você vai ganhando forma (ou recuperando a forma) de maneira devagar e progressiva, mas pode perder muito em uma semana ruim.

É possível retomar a forma rápido? Sim, desde que você não submeta seu corpo a um esforço para o qual estaria pronto antes do Natal. Lembre-se: você quebrou sua preparação por uma semana (tem gente que parou por um mês). Não dá para fazer mágica! Tenha calma e mantenha o foco.

Algumas recomendações importantes do diretor da Taka Fisioterapia Especializada, Ricardo Takahashi, sobre a pré-temporada também podem te ajudar aqui. Então, não deixe de conferir a publicação que conta como aproveitar o período de férias e pré-temporada para construir melhor desempenho. Isso vai ajudar e muito, tanto profissionais quanto amadores.

3. Faça pedaladas leves


Depois de uma pausa na rotina de pedaladas e treinos é importante retornar aos poucos, com foi dito anteriormente. Nos seus primeiros 3 ou 4 pedais, faça giros leves, com calma e sem pressa.

É como se recuperar de uma lesão: não tente colocar o carro na frente dos bois! Gire com calma e acumule quilometragens nas pernas. Aos poucos você vai queimando os excessos e recuperando tanto a forma física quando a atitude mental.

4. Não se pressione e nem se cobre muito


Qualquer plano de treinamento tem muito a ver com expectativas: se você se colocar em um patamar muito alto, a pressão te impedirá de aproveitar e realmente ganhar forma. Por outro lado, se você não estabelecer um objetivo, não terá evolução.

Portanto, tente ser realista,  consistente, evite baixar a guarda e também tome cuidado para não exagerar se esforçando demais. Plataformas de monitoramento de atividades como o Strava, por exemplo, podem ajudar no seu progresso.

Andar de bicicleta também é um estado de espírito, não se esqueça disso!

5. Calma, paciência e tempo


É isso mesmo! Parece uma dica estranha, mas é a dica de ouro para você que precisa recuperar a forma após uma parada na rotina de pedaladas.

Não exagere: tenha em mente que você perdeu forma física se ficou parado. Não saia como louco querendo reconquistar tudo o que perdem em duas ou três semanas.

Exercícios extremos e maratonas extralongas e exigentes? Recupere sua forma e depois encere esse tipo de desafio.

O ciclismo é assim, ele é feio disso. Andar de bicicleta e voltar à forma requer calma, paciência, dedicação, perseverança e tempo. Não se esqueça disso.

Traduzido e adaptado de Brujula Bike
Foto: Sean Berry / Red Bull Content Pool
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Assinantes do Strava ganham desconto em clube de ciclismo do Rio de Janeiro

Rio Cycling conta com estrutura para ciclistas -  Foto: Rio Cycling / Divulgação


O Strava e o clube de ciclismo Rio Cycling fecharam uma parceria e a partir de dezembro os usuários que são assinantes do aplicativo terão descontos para participar do clube, que oferece estrutura para atletas e não atletas.

Segundo o fundador do Rio Cycling Daniel Kullock, há vários serviços e também é possível customizar um de acordo com o interesse de cada ciclista. Para quem mora no Rio e já pedala, o clube se reúne para treinar 4 vezes por semana em locais e horários pré-estabelecidos, sempre com toda estrutura de apoio, e os atletas são divididos em 4 pelotões diferentes (iniciante, intermediário, avançado e race).

Para quem quer começar, primeiro há uma aula teórica em que professores especializados explicam detalhes da bike, como sinalizar e se comportar num pelotão. Não precisa ter equipamento, já que o clube aluga capacete e bicicleta, por exemplo. 

"Na aula prática, ensinamos técnicas de ritmo, subida, como frear em descida e, principalmente, a ser um ciclista consciente, o que acredito nos diferenciar de outros clubes. Se o aluno curtir, aí sim o ajudamos a comprar uma bicicleta", explica Daniel.

Para quem está de passagem pela cidade do Rio de Janeiro, as opções vão desde day ride (com um ciclista pedalando junto de acordo com a sua necessidade e nível) a training camp  (quando o clube programa um fim de semana ou feriado prolongado de pedais e atividades para curtir o Rio), além de escapes (pedais longos para cidades vizinhas) e mini camps (feitos sob medida para um pequeno grupo).

Os assinantes do Strava terão 20% de desconto nos serviços do Rio Cycling, que incluem  gregários especializados, professores graduados, pedais com total apoio, teste rides de bikes Sense/Swift Carbon e óculos HB, descontos nas marcas parceiras e viagens.

"Nosso lema é 'ninguém fica pra trás', então a galera se desafia a viver novas aventuras. Se tiver algum problema com a bike ou não aguentar, o carro de apoio está sempre recheado de cerveja ou mate e pronto para trazê-lo de volta pra casa", finaliza Daniel.

Foto: Rio Cycling / Divulgação
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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Nova Iguaçu cria Dia Municipal do Ciclista para difundir uso da bicicleta

Três ciclistas de bicicleta em ciclovia de Nova Iguaçu - Foto: Prefeitura de Nova Iguaçu / Divulgação



Os ciclistas de Nova Iguaçu (RJ) foram incluídos no calendário oficial de eventos da cidade após lei sancionada pelo prefeito Rogerio Lisboa em 7 de outubro. Com isso, o dia 19 de agosto passa a ser o Dia Municipal do Ciclista, data a ser comemorada anualmente.

De acordo com decreto sancionado pelo prefeito de Nova Iguaçu, os objetivos da nova lei municipal são "difundir o uso da bicicleta, tanto na forma de exercício físico quanto como meio de transporte e promover a conscientização da importância do ciclismo e da prática de esportes como instrumento de qualidade de vida".

Além disso, o Dia Municipal do Ciclista na cidade de Nova Iguaçu também vai buscar "desenvolver o mútuo respeito entre ciclistas, motoristas e pedestres" além de "promover campanhas, eventos educativos e esportivos, incentivando o uso da bicicleta".

Cidade de Nova Iguaçu está investindo em ciclovias


De acordo com a Prefeitura de Nova Iguaçu, a cidade tem investido na construção de ciclovias. "Até o início do primeiro mandato do prefeito Rogerio Lisboa, a cidade contava com apenas 3,2 km de pistas destinadas para o tráfego de bicicletas. Atualmente este número é de cerca de 8,795 km".

"Três das ciclovias de grande destaque são a de Jardim Guandu, paralelo à Rodovia Luiz Henrique Rezende Novaes, com 2,2 km de extensão, a pista que liga o bairro da Luz a Comendador Soares, com 2,4 km, e a ciclovia existente na Av. Luiz de Lemos, da Av. Goiânia até Av. Roberto da Silveira, e a interligação deste trecho existente até a Av. Barros Junior, num total de 3,2 km. Além disso, será construída uma ciclovia que faz parte do projeto de canalização do Rio Botas e irá de Comendador Soares até Ouro preto", afirma a Prefeitura de Nova Iguaçu em seu site.

Em âmbito nacional, Brasil já tem Dia do Ciclista


No Brasil, o Dia Nacional do Ciclista também é comemorado anualmente em 19 de agosto desde 2017, data instituída pela Lei 13.508. O dia tem por objetivo incentivar a população brasileira a praticar uma reflexão sobre os problemas do trânsito e a necessidade de criação de políticas de trânsito voltadas a garantir mobilidade social a todos.

Foto: Prefeitura de Nova Iguaçu / Divulgação
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terça-feira, 5 de outubro de 2021

Leo Aversa desqualifica ciclismo e ofende seus praticantes em texto publicado no Globo

Foto: Pavla Kozáková / Pixabay


Nesta terça-feira, 5 de outubro, foi publicado um artigo do fotógrafo e colunista Leo Aversa intitulado 'A invasão dos playboys ciclistas' na editoria de cultura do O Globo. No texto, o articulista critica algumas atitudes dos ciclistas, vestimentas, equipamentos... enfim, só reclama parecendo um daqueles que querem as bikes fora das ruas e tenta de todo jeito desqualificar o esporte e seus praticantes!

Resumindo o conteúdo, Aversa critica as cores das roupas utilizadas pelos ciclistas (playboys ou não) e o fato de serem, em sua maioria, coloridas e justas. O autor também afirma ter "ranço" por conta dos ciclistas comprarem acessórios caros e bicicletas caras também (vai vendo).

"Se o objetivo é fazer gastar energia, não seria mais adequado uma Caloi Barra Forte ou uma Monark Barra Circular?", questionou Leo Aversa no decorrer de seu texto. E a resposta à questão é: depende! O biker que quiser andar com essas bicicletas e estiver feliz com o equipamento não tem de que reclamar. O mesmo podemos aplicar para a questão do investimento: quem define o quanto vai querer gastar em equipamentos é o próprio ciclista.

Em seu artigo, Leo Aversa apresenta o que pensa do ciclismo ao deixar transparecer que o objetivo de pedalar é só para gastar energia ou "impressionar as louras wellness e matar de inveja os tiozões". O que o autor não leva em consideração é que qualquer pessoa (playboy ou não) pode andar de bike simplesmente por gostar de fazer isso, por sentir prazer ao praticar o esporte.

Aversa fala da expressão "fechada e tensa" do "ciclista gourmet" quando está pedalando sua bike e diz que é "como se estivesse pilotando uma nave espacial". Bom, e qual o problema nisso? Nenhum! O que há aí é só o descontentamento do cara que escreveu o artigo, pois geralmente quem vai na bike está feliz.

Ainda arrisco dizer que talvez Leo Aversa tenha tido sensação parecida quando conquistou sua primeira câmera fotográfica e depois uma superior e outra ainda melhor do que a primeira e a segunda.

Não é porque tem duas rodas que é algo simples


É certo que as bicicletas são veículos de "propulsão humana, dotado de duas rodas", conforme define o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas isso não quer dizer que não haja bikes exclusivas e diferenciadas, pois há.

Além do mais, querer reduzir as bicicletas ao simplório - como fez Leo Aversa em seu artigo - é desvalorizar o trabalho de tantos engenheiros, projetistas e todo o corpo técnico que emprega esforços no desenvolvimento e aperfeiçoamento das bikes no Brasil e no mundo inteiro. E sim, eles projetam bicicletas para o 'tio Zé' da barra forte, para o ciclista amador, profissional e se o cara for playboy o projeto é para ele também.

Sobre os motoristas de ônibus


A maioria da galera que pedala, ao ser questionada sobre as cores das roupas de ciclismo, diz que é para chamar a atenção dos motoristas. Contudo, Aversa também se sente incomodado com isso.

Leo Aversa lida com estética: o cara é fotógrafo. Porém, não vamos entrar nesse campo visto que não é foco. Ao invés disso, um zoom em outro trecho do artigo dele pode ser mais interessante.

"Alguém deve explicar aos praticantes [de ciclismo] que não é que o chofer do ônibus, por exemplo, não os veja: é que ele simplesmente não se importa", disse Leo Aversa. Ora, se a situação é essa evidentemente existe: 1) falta de humanidade, pois sobre a bike vai uma vida; 2) falta de desconhecimento das leis de trânsito; 3) falta de conscientização e aplicação da lei.

Leo Aversa só acertou em uma coisa


No meio de tantas coisas que Aversa falou em seu artigo 'A invasão dos playboys ciclistas', só tem uma coisa que onde ele tinha razão: tem muito ciclista que não para nos sinais fechados. Galera, no Brasil, sinal vermelho é para parar, inclusive de bike! Há estudos que sugerem a revisão disso, mas enquanto não muda a norma é a que está no CTB.

De resto, Leo Aversa só disse caca!

Foto: Pavla Kozáková / Pixabay
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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Samambaia Bike Park é inaugurado em Petrópolis

Thiago Wendling é um dos idealizadores do Samambaia Bike Park - Foto: Fabiano Maia


Os ciclistas de Petrópolis (RJ) e região agora têm um novo local para pedalar e praticar o mountain bike cross country (XCO). Trata-se do Samambaia Bike Park, inaugurado no domingo, 19 de setembro, marcando o retorno das atividades de bicicleta na Fazenda Samambaia, local que sediou um das etapas do Campeonato Carioca de MTB, em 2012.

De acordo com um dos idealizadores e membro da comissão técnica da pista, Thiago Wendling, a ideia de reabrir a pista surgiu durante conversas com amigos que tinham o mesmo desejo.

Thiago conta que durante um pedal de treino passou em frente à Fazenda Samambaia e resolveu entrar e apresentar as ideias para reabrir a pista. “Chegando lá, encontrei o diretor e proprietário da Fazenda. Consegui bater um papo com ele: falei das minhas ideias, do meu engajamento com o esporte, sobre as pessoas que poderiam ajudar a gente e ele me fez a seguinte pergunta: como eu iria fazer e como eu poderia fazer?”.

Junto com amigos e outras pessoas que se interessaram pelo projeto, iniciaram os trabalho. Dentre os envolvidos está o atleta da Sense Factory Racing, Diego Knob, que é petropolinato e trail builder. Segundo Thiago, ele “deu algumas ideias e ajudou com a sinalização”.

O percurso do Samambaia Bike Park vai atender aos ciclistas dos níveis iniciante ao avançado e os membros da comissão técnica pretendem realizar provas no local futuramente. 

“A gente quer abraçar a todos os públicos: quem está começando, quem já pedala. A ideia é abraçar todos os amantes do esporte”, declarou Thiago.

Com a pista da Fazenda Samambaia Petrópolis agora passa a ter três bike parks. A cidade conta com o Montanha Azul e o São José Bike Club, que foi palco de uma etapa da Copa Internacional de Mountain Bike (CIMTB) em 2019 e sediará a abertura da Copa do Mundo de MTB entre os dias 8 e 10 de abril de 2022.

O Samambaia Bike Park está com 2 quilômetros de pista prontos para uso e ainda estão trabalhando para alcançar 6 quilômetros de percurso.

Para o biker que quiser utilizar a pista, será cobrado o Day Use de R$ 30 por pessoa. O valor dá direito ao uso da pista Samambaia Bike Park, estrutura de duchas e banheiros. A pista fica na Estrada da Samambaia, 138, Samambaia – Petrópolis/RJ.

Siga o Samambaia Bike Park pelo Instagram.

Foto: Fabiano Maia
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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Ciclista pode andar em rodovia?

Ciclista de bicicleta em rodovia - Foto: Brent Olson / Pixabay


Existem muitas dúvidas relacionadas ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) quando se trata de direitos dos bikers. Uma das principais dúvidas dos motoristas e dos usuários de bicicletas é: o ciclista pode andar em rodovias?

Fora dessa dúvida, uma coisa é consenso: andar de bicicleta em grande parte das estradas brasileiras representa risco ao ciclista, visto que várias delas são mal sinalizadas, têm infraestrutura falha muitas delas fora projetadas bem antes da inclusão da bike no CTB.

Outra situação que dificulta a circulação de bicicletas em rodovias, por exemplo, é que o conhecimento dos integrantes do sistema trânsito é muito ruim. Basta ver o que foi publicado pelo Foto e Bike quando um grupo de ciclistas quase foi atingido por uma carreta em rodovia de Santa Catarina, em março de 2021.

Ciclista pode andar de bicicleta em rodovia?


Muitos dizem que o ciclista não pode andar de bicicleta em rodovias. Outros dizem que pode, mas é contra a lei. E mais alguns dizem que é obrigação do motorista manter 1,5 metros de distância ao ultrapassar o ciclista: e aí, o que está certo?

O Código de Trânsito Brasileiro diz que os ciclistas podem sim andar de bicicleta em rodovias e ainda explica como isso deve acontecer.

O artigo 58 do CTB vai dizer que a circulação de bicicletas, seja em vias urbanas ou rurais de pista dupla "deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores".

Mas e o artigo 244 do CTB?


Muitos se baseiam no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro para afirmar que bicicletas não podem circular em rodovias, pois ele diz que ciclos não podem "transitar em vias de trânsito rápido ou rodovias".

Ocorre que o artigo 244 não pode ser utilizado para falar do trânsito de bicicletas em estradas ou rodovias por tratar dos ciclos. Ao tratar de bicicletas o CTB fala claramente bicicletas, conforme é possível ver no anexo I do mesmo código. Ciclos são outra categoria.

O ciclista deve andar de bicicleta nas rodovias?


Como visto, é permitido ao ciclista andar de bicicletas nas rodovias brasileiras com todo o respaldo do código de trânsito. Contudo, por conta do risco existente e falta de conhecimento de grande parte dos membros do sistema de trânsito, sobretudo os habilitados, é sempre bom pensar bem antes de ir.

Foto: Brent Olson / Pixabay
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